ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 20/06/2021
Empatia através dos tempos
Desde os primórdios das civilizações humanas observa-se que o homem constituiu diversas visões egocêntricas, baseadas na individualidade e ausentes na empatia, um exemplo de tal afirmação é o período colonial brasileiro em que os portugueses exploraram a mão de obra indígena e impuseram a cultura europeia com justificativas eurocêntricas. Semelhante falta de empatia vista nessa época é notada nas relações sociais da contemporaneidade, obtendo diversos impactos.
Sob esse ângulo, ressalta-se que crimes de ódio como racismo, homofobia, intolerância religiosa e feminicídio são impasses históricos que originaram-se primariamente na falta de empatia e desumanização das pessoas e que persistem ainda na atualidade, visto que são mais de 12.000 crimes de ódio registrados no ano de 2019 segundo a ONG Words Heal the World.
Nesse sentido, a falta de empatia além de causar conflitos, intolerância e discriminação afeta também as relações sociais básicas do cotidiano gerando problemas psicológicos. Segundo estudos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), vítimas de discriminação têm um risco quatro vezes maior de desenvolver depressão ou ansiedade, já que essas experiências estimulam a liberação de hormônios relacionados ao estresse.
Diante dos fatos supracitados, faz-se nacessário que a Mídia em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública promovam a difusão de campanhas publicitárias que incentivem as denúcias das vítimas que sofreram algum tipo de intolerância a fim de aplicar as punições devidas já previstas na legislação brasileira. Tal ação deve ser divulgada através de redes sociais, TV e rádio. A partir disso um importante passo será dado na resolução do problema.