ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 06/03/2021

A primeira lei de Newton, a qual se refere à Inércia, afirma que “o corpo tende a permanecer em movimento até que haja uma força capaz de mudar seu percurso”, o Brasil enfrenta a falta de empatia nas relações sociais como uma inercial problemática, necessitando de meios capazes de reverter essa triste trajetória. Nesse sentido, faz-se necessário analisar a importância da integração de alunos no período escolar em consonância da aprendizagem acerca do multiculturismo.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar que a ausência de trabalhos em equipe no período infantil, permite que enquanto crianças façam interpretações equivocadas sobre gênero, origem e raça, criando preconceitos decorrentes da falta de interação. Segundo o filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não desempenha sua função de garantir que a população desfrute de direitos essenciais como a equidade. Dessa forma, fica evidente a necessidade de dinâmicas inclusivas em unidades de ensino, promovendo reflexão e humanização.

Ademais, convém frisar que um dos principais causadores da falta de empatia seja o desconhecimento sobre o multiculturismo, resultando em discriminações sobre diferenças que são inexistentes. De acordo com Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais sábio e sim o que melhor se adapta”. Diante do exposto, pode-se dizer que a adaptação é fundamental para qualquer situação, sendo a disseminação de conhecimentos sobre a diversidade cultural e a compreensão sobre a importância de ter uma visão holística o ideal para essa realidade.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mecanismos capazes de transformar a sociedade mais empática. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio das escolas, realize uma transformação na metodologia de ensino – acrescendo atividades em grupos diversificados com intuito de realizar buscas e levantar hipóteses sobre o desenvolvimento do ser-humano – a fim de promover a conscientização sobre as diferentes crenças e a importância do respeito recíproco. Assim , se consolidara um Brasil mais humanizado, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke, impedindo que a Inércia seja uma realidade.