ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/03/2021
Desde anterior a existência de um povo nomeado brasileiro a falta de empatia já era comprovada através da pouca importância dos exploradores portugueses em relação aos índios logo no “descobrimento” do país. Assim, fincou-se e destribuiu-se a lição que recebemos como colonia e nos dias atuais a repetição de atos degradantes para com o outro se espalhou para diversas formas sociais cegando a população da necessidade de ajudar o próximo.
O povo brasileiro fechou os olhos para assuntos que não dizem respeito ao seu próprio ser. No livro “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago espelha-se a realidade nacional onde cuidar de sí mesmo é luta diária e absoluta para a sobrevivência. Deixamos a empatia de lado e seguimos exemplos que foram enraízados como cultura, como o de descriminação racial ou de gênero até atos feroses de ataque a religiões.
Por outro lado, é possível quebrar o ciclo vicioso e mostrar que é engrandecedor lutar pela importância de cuidar do próximo e reaprender a construir laços de afetividade entre relações sociais. Em “O humano do mundo” a psicóloga Débora Noal abre olhares a situações de desafios enfatizando nossa habilidade de empatizar com outros seres humanos. Com relatos de vivências no programa “Médicos sem fronteiras” ela diz que o brasileiro se sobresai em emanar positividade para com pessoas que passam por alguma crise explicitando nossa força contra injustiças.
Contudo, reescrever a história pode ser o maior passo que como sociedade devemos tomar. É papel do governo federal estabelecer iniciativas de projetos sociais que englobem pessoas de classes e movimentos diferentes como gincanas escolares para atender o público em formação, e elucidar a todos com campanhas visuais de consentimento através dos principais meios de comunicação em massa. Desse modo, criar exemplos que mostram a dependência da comunicação interpessoal para Estados e municipios e demonstrar o valor em ajudar o outro assim, trazendo de volta a natureza empática da nação brasileira.