ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/03/2021
Na série americana “Todo mundo odeia o Chris”, assim como o nome, exemplifica uma propagação de ódio sofrida pelo personagem, assim como retrata o bullying e o preconceito racial. Análogo a isso, fora da ficção, é uma realidade na sociedade brasileira a discriminação e a falta de empatia nas relações sociais. Sendo assim, cabe citar a normalização nos atos individualistas e a falha do sistema educacional, como fatores que influenciam essa problemática.
A princípio, é evidente que tais circunstâncias devem se ao individualismo. A respeito disso, o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu conceito de modernidade líquida, define uma modernidade com certa liquidez em suas relações, sendo elas superficiais e individualistas. Dessa forma, é evidente que o pensamento egocêntrico possui consequência direta no desempenho de relações, como exemplo, no começo da pandemia de Covid -19, como as pessoas foram aos supermercados em busca de grandes quantidades de álcool em gel, o que deixou parte da população sem. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar a lacuna no sistema de educação como fator impulsionador do desenvolvimento de pessoas apáticas. Conforme, o filósofo Immanuel Kant, “ O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, o despreparo de profissionais da educação e da família em discutir esse assunto corrobora para a normalização de tais atos. No entanto, conclui-se que, a falta de empatia nas relações sociais influencia negativamente no desenvolvimento dos indivíduos. Em virtude disso, a falta de respeito e compaixão gera sentimentos de ódio e revolta, como o bullying nas escolas, sendo de necessidade imediata a reversão do quadro em prol de relações que não sejam apenas superficiais.
Portanto, faz-se necessário desenvolver medidas para mitigar a falta de empatia. Dessa maneira, deve o Ministério da educação, responsável por tratar assuntos relacionados à educação, em parceria com a Mídia, elaborar campanhas, por meio dos veículos de comunicação e escolas, a fim de conscientizar pais e professores sobre a importância de discutir esse assunto. Além disso, deve-se desenvolver nas redes sociais publicações sobre o individualismo e como isso afeta a sociedade. A partir dessas ações, espera-se promover cidadãos brasileiros empáticos e conscientes sobre seus atos nas relações sociais.