ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/03/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas dessa mazela o estado de natureza encontrado na população,  bem como a cultura do povo brasileiro.

Em primeiro plano, convém mencionar o estado de natureza, estudado pelo filósofo Thomas Hobbes, visto que segundo o autor: “O homem é o lobo do próprio homem”, em outras palavras, o homem é naturalmente egoísta e mau. Desta forma, quando se menciona a questão da empatia nas relações sociais brasileiras, torna-se evidente que necessita de fatores externos para a quebra do estado de natureza, de modo que a sociedade conseguir conviver em perfeita harmonia. Logo, é notório que a saída se da atráves do governo, com o fornecimento de uma ensinamentos para que ocorre a quebra desse estado.

Ademais, em segundo plano, deve-se atentar para a cultura ainda remanescente na sociedade brasileira, competência essa que possui seus primórdios durante o Renascimento Cultural vivenciado na Europa no período compreendido entre os séculos XIV e XVI, e evidencia a característica do individualismo. Dessa forma, torna-se evidente que a sociedade atual não possui empatia em suas relações e, portanto, cabe aos governantes modificar essa perspectiva, visto que deve-se ocorrer a quebra dessa cultura, promovendo o coletivismo em detrimento ao individualismo.

Portanto, percebe-se que a falta de empatia nas relações sociais brasileiras é uma problemática à sociedade. Logo, urge a necessidade de atuação do Ministério da Educação, de modo a realizar uma destinação de verbas para os ambientes escolares, e estes poderem realizar aulas e palestras com especialistas na temática, tendo em vista a mudança de pensamento da sociedade, visto que essa deve abandonar a o individualismo e o seu estado de natureza para construir-se de maneira empática.