ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/03/2021
O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade social vivenviciada por muitos brasileiros. Situações como essas são potencializadas ora pela inércia estatl, ora pela má formação socioeducacional do brasileiro.
Em primeira análise, fundamentando-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo Émile Durkheim, a sciedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Contudo, o Poder Público configura-se como um órgão falho, uma vez que os investimentos destinados à propagandas e à campanhas que abordem a questão da empatia, são ínfimos. Por conseguinte, sem o devido amparo governamental, muitas pessoas desconhecem o significado da palavra empatia, e pouco se solidarizam com a dor do outro e são incapazes de se colocar em seu “lugar”, causando, assim, um desequilíbrio social, visto que, acontecem com frequência crimes motivados pela intolerância e pelo ódio ao outro, pelo seu modo de ser, pela sua origem, atos que são considerados intolerantes.
Outrossim, o escritor escocês David Hume afirma que a principal característica que difere o ser humano dos outros animais é o seu pensamento. Sob esse viés, algumas instituições de ensino contrariam o pensamento de Hume, já que algumas escolas possuem um ensino deficitário, pouco preparam os indivíduos para um desenvolvimento aprazível em sociedade e pouco abordam assuntos e problemáticas do cotidiano, como a orientação e o repassamento de conhecimento acerca da empatia e a necessidade de ampliar discussões que abordem a importância da tolerância na sociedade. Com isso, sem o devido incentivo escolar, muitos jovens chegam à idade adulta sem ter a noção de empatia social e desconhecem ações que reforçam gestos empáticos, como a participação em trabalhos voluntários.
Diante do supracitado, medidas são necessárias para que haja a mitigação da falta de empatia nas relações socais no Brasil. Para tanto, urge que o Estado, aliado à mídia, promovam campanhas que repassem a importância da empatia como transformação social, como o incentivo a aceitar as pessoas como são, sem julgar pela sua origem, com o intuito de que menos pessoas sejam acometidas pela intolerância. Ademais, é importante que o Ministério da Edducação (Mec), reforce discussões que incentivem o voluntariado e gestos empáticos no âmbito escolar, com a implementação nas grades curriculares de ações voluntárias com a participação de pais e alunos, com a finalidade de que mais pessoas sejam compreendidas e acolhidas pelo o próximo.