ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/03/2021

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, quais são suas origens e as condições em que vive. Ao analisar este pensamento, a sociedade deve reconhecer que valorizar as situações que a rodeiam é, acima de tudo, participar do destino da sociedade. Sendo assim, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil não só é uma forma de atrasar a evolução social no país, como também deslegitimizar as questões sociais que estão em debate relacionando-a com a desumanização que surge com as práticas contra o outro.

As relações sociais que apresentam escassez de empatia se desenvolveram a partir de atos individualistas, no intuito do crescimento pessoal em detrimento do outro. Na série “Os treze porquês” é apresentada durante o decorrer das temporadas, de que forma não compreender ou aceitar o próximo pode envolver as pessoas ao redor, pois todos se tornam responsáveis pelas atitudes de um ao não interferir na exclusão ou na violência que está sendo acometida. Logo, torna-se importante analisar no ambiente se o outro está exercendo cuidado com os demais.

Assim, debater as relações sociais e a empatia é um caminho de erradicar problemáticas sociais capazes de agravar ações que configuram crime de ódio. O Artigo 3 da Constituição Federal do Brasil de 1988 diz que é direito de todos viver de forma livre, justa e solidária. No entanto, a falta de empatia no Brasil converge com o artigo a partir do momento em que a pauta se mostra em evidência se há aumento de casos em todo território nacional. Para a humanidade é imperativo consolidar um propósito com integração social afetiva.

Desta forma, é necessária atuação estatal para racionalizar a sociedade quanto ao tratamento ao próximo. Para tanto, cabe aos orgãos governamentais formularem uma diretriz no que tange a diminuição de crimes de ódio. Isso poderá ser feito através da propagação do cuidado, respeito e atenção nas relações sociais através das mídias sociais e na criação de grupos multidisciplinares. Por fim, a vida pós-caverna dará lugar a um mundo de relações mais igualitárias, realistas e favoráveis a democracia.