ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 14/03/2021

A Constituição Federal estabelece que é dever do Estado garantir o acesso a saúde para todos os cidadãos. Nesse intuito, a campanha “setembro amarelo” alerta para a falta de empatia nas relações sociais como um perigo para a saúde mental e uma das causas do transtorno depressivo. Contudo, o sistema capitalista vigente na sociedade e a falta de conscientização sobre a empatia nas escolas contribuem para que os indivíduos tornem-se menos empáticos.

Primeiramente, é imprescindível ressaltar que o capitalismo reduz o valor das emoções humanas, fato que contrapõe o sentimento de empatia. Conforme o filósofo Karl Marx,  a sociedade capitalista usa o ser humano como ferramenta para obter capital. Nessa perspectiva, o pensamento capitalista incorporado no corpo social leva ao desprezo da empatia para com os indivíduos, visto que são apenas objetos. Dessa forma, a corrente capitalista presente na vida dos cidadãos os estimulam a serem mais preocupados com o capital e menos empáticos em suas relações sociais.

Ademais, a falta de orientação nas escolas sobre a importância da empatia permite que as futuras gerações tornem-se menos empáticas. Segundo o filósofo Immanuel Kant, " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele". Assim, quando o sistema educacional negligencia o ensino da empatia, permite-se que a prática da empatia não esteja presente na educação dos indivíduos. Desse modo, serão formados cidadãos que carecem da habilidade de empatia, fundamental para a construção de relações sociais saudáveis.

Portanto, urge ao Estado, cujo dever é zelar e tomar decisões pela coletividade, combater a falta de empatia nas relações sociais, a fim de proteger a saúde mental dos cidadãos. Isso pode ser feito por meio da implementação de palestras e oficinas nas escolas que conscientizem sobre a alienação  feita pelo capitalismo e sobre a importância da empatia. Dessa maneira, estará sendo cumprido o dever estatal de manter a saúde mental mediante a formação de uma sociedade acolhedora e empática.