ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 13/03/2021

No livro “21 lições para o século 21”, o autor Yuval Noah Harari aponta problemas globais e afirma que suas soluções necessitam de empatia dentro e fora do âmbito nacional. No entanto, essa necessidade não chega a ser suprida, pois os indivíduos estão buscando com cada vez mais frequência e vigor o seu próprio sucesso. Além disso os preconceitos relacionados à minoria enfatizam os problemas gerados pelo cenário de grande antipatia social. Desse modo, a falta de empatia nas relações sociais é um tema de grande importância e digno de debate.

Em primeiro lugar, deve-se observar que os indivíduos desde cedo são colocados em um campo competitivo pelo ideal de meritocracia. As escolas, as famílias e a sociedade como um todo introduzem a criança em um mundo em que ela tem que ser melhor do que todos e se sobressair para obter sucesso. Os exemplos dessa situação estão nas comparações feitas entre um sujeito e seus irmãos ou seus colegas de trabalho. Essa condição o leva a se individualizar e pensar somente em si, considerando todos os outros como adversários, por exemplo, em sua jornada profissional.

Somado a isso, a discriminação existente contra mulheres, negros e outras minorias ressalta a falta de consideração entre pessoas e a desumanização decorrente disso. Os problemas consequentes são de extrema nocividade para a sociedade. Exemplificando a problemática, o holocausto foi um dos maiores efeitos colaterais do uso do preconceito e, por consequência, da antipatia. No nosso cotidiano esses efeitos podem ser encontrados no aumento do número de feminicídios, em que o ódio é o principal agente causador.

Portanto, diante desses fatores prejudiciais, pode-se concluir que as relações sociais sem o uso da empatia devem ser evitadas. No que tange o campo da educação, o Ministério da Educação (MEC) deve propor às escolas uma abordagem diferente na avaliação dos alunos, de maneira que incentive o trabalho em grupo com ajuda mútua para que a competitividade seja amenizada. Ademais, o MEC deve incentivar e promover campanhas e didáticas que eduquem os indivíduos promovendo a empatia. Para isso, deverá ser feita uma reorganização da grade de disciplinas para o acréscimo de palestras e oficinas com a finalidade de fomentar a igualdade. Assim sendo, as relações sociais serão melhoradas e os problemas sociais apontados na obra de Yuval Noah terão a possibilidade de serem solucionadas.