ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 15/03/2021

Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, diz em um de seus livros que “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. De acordo com esse ponto de vista, a empatia se relaciona com a educação e o modo como ela se propaga. No Brasil, há um sistema educacional dissociado ao tempo e a mudança social. Percebe-se então, a necessidade de melhoramento desse sistema.

Primordialmente, as instituições de ensino surgiram com o intuito de garantir conhecimento ao indivíduo, mas também influenciam o modo de interação social deste mesmo indivíduo. Michel Foucault em seu livro “Vigiar e Punir”, relaciona prisões, escolas e hospitais psiquiátricos como instituições que normalizam os seres humanos, dentro de um padrão próprio. A matriz desse problema esta na educação, e a falta de diálogo a aquele que não se encaixa ao “normal” da sociedade.

De acordo com o Mapa do Ódio de 2018, o feminicídio está presente em todas as regiões do Brasil, isso não ocorre somente por uma falha na educação, mas também por uma construção patriarcal onde a figura do homem domina todos os papéis sociais. A empatia é consolidada nos meios de convívio do indivíduo, tal como a escola. Se há uma falha de comunicação ou falta de afeição nesse ambiente, a desenvoltura e modo de se expressar dessa pessoa no futuro, pode ser de antipatia.

Conclui-se então que, para uma estrutura sólida de empatia, os exemplos dados na escola devem ser de igualdade, o que inclui a relação entre mestre e aluno. Para uma melhora nesse sistema o Ministério da Educação deveria acolher e incluir as minorias do tecido social brasileiro, para conduzir debates e dar palestras aos alunos com discursos fraternos.