ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 17/01/2022

No reality show Big Brother Brasil 21, o participante Lucas Penteado desistiu do jogo por ser alvo de críticas e xingamentos, principalmente após expor sua orientação sexual. Entretanto, esse cenário não se limita apenas ao programa de televisão. A falta de empatia nas relações sociais é um dos principais problemas do Brasil. Prova disso, é, infelizmente, a existência do egoísmo e preconceito praticados diariamente, sendo refletidos em crimes de ódios contra as minorias e ao individualismo. Dessa maneira, é necessário a transformação dos fatores que causam esse impasse.

Primeiramente, é primordial conceituar o tal “crime de ódio”, que são crimes cometidos quando o criminoso seleciona intencionalmente a sua vítima em função de esta pertencer a um certo grupo. Segundo a ONU, o Brasil é o país mais violento da América do Sul. Nesse sentido, crimes de ódio contra mulheres, negros, LGBT’s, intolerância religiosa, xenofobia, acontecem todos os dias e  são poucos debatidos, apesar do asseguramento das leis, na maioria das vezes, os opressores saem impunes.

Por conseguinte, no livro “Os estabelecidos e os Outsiders”, do alemão Norbert Elias, é feito uma analise da configuração social que leva a discriminação e exclusão dos individuos. Desse modo, observou-se que, em determinado meio coletivo os “estabelecidos” (grupo socialmente dominante) tendem a estigmatizar os outsiders (indivíduos que se encontram à margem da hierarquia social). Fora da ficção, não é diferente, na sociedade moderna as pessoas estão cada vez mais desumanas, tratando umas com as outras, com indiferença e sempre competindo para saber quem é melhor. Tendo como consequência a desigualdade social, provocando miséria e, apesar disso, poucas são as pessoas que se impactam e buscam ajudar o próximo. Logo, isso demonstra a falta de empatia e um olhar mais humanizado às pessoas.

Portanto, é imprescindível a minimização dessa problemática. Para mitigar a falta de empatia, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cidadania e os veículos midiáticos, criarem campanhas e propagandas, que tenham como objetivo estimular o trabalho voluntário como forma de promoção à empatia nas escolas, por meio de relato de pessoas que realizam esse tipo de atividades, abordando a importância e as principais contribuições desse grupo e também palestras educacionais sobre como é fundamental respeitar e normalizar as diferenças de cada um.  Com finalidade de promover a empatia para que a falta dela não prejudique a vida de ninguém, como prejudicou a de Lucas Penteado.