ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 17/03/2021

Sociedade de um só, sociedade de ninguém

A história apresenta inúmeros períodos onde a sociedade se mostrava indiferente ao outro. A inquisição feita pela igreja, a escravidão dos negros, e as bombas atômicas são exemplos de como o ódio, a intolerância e o preconceito podem mudar o destino de milhões de pessoas. Condições de extrema necessidade como fome, desemprego, e pobreza tornam a população suscetível a líderes extremistas e regimes totalitários, que retiram a liberdade dos indivíduos. Concomitantemente a isso, a tecnologia modificou as relações sociais, transformando as pessoas em individualistas e egoístas, que desconsideram a importância de um grupo.

Em primeiro lugar, o Brasil tem um território extenso e diversificado, com uma política de autoridade federal, por conta disso, existe uma dificuldade em homogeneizar a economia dos estados, fazendo com que exista grande desigualdade social entre as regiões. Em uma comparação com os Estados Unidos, o Brasil não proporciona uma autonomia suficiente para que os estados resolvam suas questões internas, tornando a condição de vida dos brasileiros precária. Com índices de pobreza nas alturas a população se agarra a líderes políticos, que se aproveitam da situação para aplicar golpes de estado, a exemplo Getúlio Vargas e os militares durante a ditadura militar.

Em segundo lugar, o filosofo Thomas Hobbes já dizia “O homem é o lobo do homem”, o que significa que só o homem pode prejudicar ou ajudar a si mesmo. A era da internet transmudou as relações pessoais, de modo que a comunicação entre as pessoas seja mais virtual, tendendo a um individualismo generalizado. A escassez de solidariedade pode ser observada no contexto da pandemia, quando houve aumento no número de necessitados, mas, os empresários não demostraram benevolência, e não diminuíram seus preços. Ademais, as ações governamentais atuais cortam gastos ou extinguem programas de cunho social como os de assistência financeira, levando cada vez mais famílias a situações de extrema pobreza.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar essa problemática. O governo federal em parceria com as secretarias de cultura dos municípios, devem estimular atos empáticos tais como voluntariados, a partir de palestras de conscientização sobre os benefícios de ajudar o próximo, e a partir de investimentos em campanhas de doações de mantimentos para os necessitados, que fará com que muitas famílias recebam a assistência de que precisam, além de contribuir na reaproximação entre as pessoas de maneira orgânica, trazendo uma melhora para a sociedade em aspectos econômicos e de bem estar social.