ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 17/03/2021
A música do artista “Criolo” - “não existe amor em SP”- retrata uma cruel realidade presenciada na vida das pessoas no cotidiano. Sob esse víes, a frieza do contato humano suscitou discussões sobre a falta de empatia nas relações socias no Brasil, visto que tais atitudes não são compatíveis com a espécie humana e sua sociabilidade. Desse modo, fica evidente a necessidade de solucionar o problema.
Em preliminar, convém analisar que, o Homo sapiens em todo o seu processo de evolução organizou-se em sociedade, um colaborando com o outro. Porém, com o desenvolvimento, o surgimento do capitalismo, a individualização ganhou espaço, e o afeto e a empatia tornaram-se luxo. Uma vez que, a valorização do ser individual acarretou grandes problemas, a exemplo de grupos que sofrem violência desmedida - segundo o “Mapa do ódio”- e a dessensibilização total com o próximo. Por isso, medidas devem ser tomadas para resolver o embate.
Em segundo plano, vale salientar que as relações socias ficaram menos empáticas por conta da liquidez da sociedade. Pois, de acordo com o sociólogo contemporâneo Bauman, o amor tornou-se líquido, a empatia entre os indivíduos morreu, visto que, todos os laços e círculos socias são efêmeros. Entretanto, isso é inaceitável para um corpo social que somente se estruturou pela ajuda mútua. Então, é preciso trabalhar essas interações.
Portanto, diante do exposto, para resolver os aspectos conflitantes sobre a falta de empatia nas relações socias no Brasil, ações interventivas são indispensáveis. Para tanto, cabe ao Governo Federal, investir em projetos que promovam o entendimento do poder das interações afetivas, por meio de profissionais da psicologia, a fim de melhorar a forma de tratamento com o próximo, compreendendo-o da maneira certa. Assim, haverá uma sociedade mais empática.