ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 17/03/2021
De acordo com o filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman, ao tratar da modernidade líquida, disseminação do pensamento de que você deseja fazer século XXI estão mais preocupados com o interesse pessoal do que o coletivo. Sob esta óptica do pensador polonês, no entanto, o Brasil vivencia a falta de empatia, egoísmo e o preconceito todos os dias, sendo refletido em crimes de ódio contra minorias e a carência de uma sociedade solidária. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de que haja uma sociedade que se preocupe com o próximo.
Em primeiro lugar, vale destacar que infelizmente o preconceito enraizado de uma sociedade patriarcal e misógina tira vidas todos os dias. Segundo a ONU, o Brasil é o país mais violento da América do Sul. Neste sentido, crimes de ódio contra mulheres, negros, LGBT’s, intolerância religiosa e xenofobia acontecem diariamente, são pouco debatidos e, apesar do asseguramento de leis, na maioria das vezes, os opressores saem impunes. Desta maneira, a exclusão, o preconceito e a falta de cuidado, ao não se colocar no lugar do próximo, inviabiliza uma sociedade gentil e menos violenta.
Por conseguinte, presencia-se uma situação que assola o país: a pandemia da Covid-19. Tendo em vista o seu início em 2020, a preocupação individualizada causou escassez de alimentos, remédios, máscaras e álcool em gel nas prateleiras de supermercados e farmácias, em que alguns indivíduos tinham muito e outros nada, causando certa discrepância. Além disso, neste contexto, houve aumento da desigualdade social, provocando mais miséria e, apesar disso, poucas são as pessoas que se impactam e buscam ajudar o próximo. Logo, isso demonstra a falta de empatia e um olhar mais humanizado às pessoas.
Portanto, fica evidente a necessidade de se ter uma sociedade mais empática e que se preocupa com o coletivo. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge às Secretarias de Educação e Cidadania das cidades incentivarem a empatia e o respeito ao próximo, através das escolas e em meios midiáticos, além de campanhas solidárias com a participação de toda a população, por meio de doações e auxílio de grandes empresas, a fim de ajudarem pessoas afetadas pela crise - consequência da pandemia e do desemprego. Destarte, diminuirá a discrepância social e o preconceito, de modo que todos consigam viver dignamente.