ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 19/03/2021
A formação histórica do Brasil por muitos anos se baseou em relações humanas desarmônicas. Desde a vinda dos portugueses, com a exploração dos indígenas, escravização de africanos e instauração do patriarcado, o país brasileiro conta com epsódios como feminicídios, crimes de ódio, ações preconceituosas etc, que demonstram o quanto a empatia está escassa entre os cidadãos. Além de tal herança histórica, a modernidade líquida, presente na atualidade reforça tais atitudes, já que a busca por lucro e por tudo que é instantâneo e individual se sobressai em relação ao coletivo.
Primeiramente, apesar de em muitos aspectos a sociedade brasileira ter evoluído e deixado para trás certos preconceitos e maneiras de pensar e agir, ela ainda atua como um coliseu moderno, negando empatia e extirpando aquele que é tido como diferente. Os crimes de ódio, como por exemplo, na maior parte das vezes, ocorrem devido ao preconceito, falta de visibilidade e debate sobre certos temas e principalmente pela ausência de compreensão e desumanização do indivíduo que não segue certos padrões impostos pela sociedade.
Além disso, no Brasil atual, aliado ao fatot histórico, o individualismo e o anceio pelo benefício próprio, tanto financeiro quanto pessoal, provoca cada vez mais a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Tal egocentrismo, além de afetar a comunidade como um todo ( como por exemplo a consequência das decisões de autoridades políticas que não levam em conta o bem-estar da sociedade em geral, mas sim se auto previlegiar ), também é extremamente prejudicial para as relações pessoais. A ausência da atitude de se colocar no lugar do outro e a falta de respeito ao próximo, afasta e exclui aqueles tidos como “diferentes” ou “errados” e pode levar a consequências graves, como a depressão e o suicídio.
Dessa forma, visto que a empatia é fator indispensável em todas as relações sociais, faz-se de extrema importância que tal prática de se respeitar e de se colocar na situação do outro se torne hábito entre os brasileiros. Para isso, é necessário que as escolas, junto dos pais e familiares, criem campanhas e atividades práticas para mostrar às crianças e jovens como o respeito e a empatia pelo próximo são indispensáveis e devem estar presentes em todas suas decisões e ações. Assim, se tornaram adultos e cidadãos responsáveis e não mais alheios ao bem-estar dos que estão a sua volta.