ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 04/08/2021
Sociedade fragmentada
Em contradição à teoria utópica de Thomas Morus, a sociedade contemporânea enfrenta deficiências basais em relação à convivência social, dentre as quais destaca-se a falta de empatia. Em meio à doutrina individualista e materialista, promovida pelo sistema capitalista, a negligência de discussões acerca do respeito e tolerância em instituições escolares e a falta de incentivo à práticas coletivas, como o voluntariado , são responsáveis por fomentar atraso moral dos seres humanos.
A indiferença quanto o apoio às relações empáticas no corpo social é, de acordo com Zygmaund Bawman, reflexo da modernidade líquida - na qual a convivência baseia-se em interesses individuais e relações frágeis-. Não obstante,ao secundarizar a necessidade do respeito ao próximo , interações dependentes da moral e empatia, como os trabalhos voluntários, sofrem progressiva precarização no cenário coletivo.
Consequentemente à criação de uma sociedade individualista há a disseminação da intolerância e aumento dos crimes relacionados à violência e injúria. Exemplificando o cenário supracitado, o filme " O ódio que você semeia" evidencia a falta de empatia por meio da discriminação racial e socioeconômica, afirmando a crucialidade da solidariedade e compreensão na formação e evolução ética dos seres sociais.
Diante dos impactos sociais acarretados pela fundamentalidade da empatia no ambiente comum é crucial que os mediadores públicos,MEC-Ministério da Educação e Cultura- e Ministério da Cidadania ajam,respectivamente, na inclusão de discussões pedagógicas acerca do respeito e cuidado ao próximo e incentivo à adesão do povo a trabalhos voluntários, em prol do exercício da coletividade. Diante de tais transformações, projeta-se crescente amenização da intolerância e conquista de um ambiente social constituído sob princípios éticos e morais.