ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/03/2021

Embora o homem contemporâneo por diversas vezes se gabe de ser mais moderno do que o das outras idades históricas, contudo todo o advento proporcionado pelas conquistas tecnológicas não demonstram serem capazes de torná-lo mais sensível aos sentimentos e dores do próximo. Como diz o filósofo polonês Zygmunt Bauman estamos vivendo em tempos cada vez mais líquidos em que as relações igualmente parecem bem mais solúveis. E, infelizmente, parece que a empatia e o seu papel na relações sociais também parece sofrer tais efeitos e mostra-se cada vez frouxa nos dias atuais.

À nível global, não faz nem 90 anos ainda que a Alemanha Nazista exterminava sem piedade alguma judeus, ciganos e homossexuais na Segunda Guerra Mundial. Guerra que só terminou por que os Estados Unidos soltaram duas bombas atômicas em território japonês, ação que dizimou milhares de pessoas. Embora, distante temporalmente e geograficamente, tal falta de empatia pelo próximo demonstrada por estes eventos também pode ser sentida no Brasil da atualidade, se bem que guardadas as devidas proporções.

É evidente que não é possível comparar quem fura a fila dos idosos na lotérica com um agente da temida polícia alemã nazista, a Gestapo, mas há um germén de falta de empatia na primeira ação. Parece que quem toma a vez do idoso se esquece de quão sacrificante é para uma pessoa de idade ficar por mais de 10 minutos esperando, além de que ele também virá a ser um idoso e poderá ser igualmente prejudicado. O mesmo pensamento pode se aplicar aos que políticos que desviam verbas destinadas à saúde, educação e ação social; aos que mentem para obter vantagens etc.

Por fim, uma vez discutido e apresentado a questão da empatia na contemporaneidade, e quão negativa ela se encontra, discutir-se-á possível proposta de intervenção. É notório que o indivíduo tem suma importância na melhorias das relações sociais, seja no Brasil seja no mundo. Por isso, ele deve trazer sempre a memória, quando se relacionando com seus pares, se determinada ação é prejudicial ou não para si ou para o próximo, mediante ao pensamento crítico. E com isso, espera-se que com a influência do indivíduo no coletivo, consequentemente, a empatia venha a ser regra e não exceção entre as pessoas.