ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/03/2021

Em 24 de dezembro em 1914, houve uma trégua nas trincheiras, na véspera do natal, pelos soldados da linha de frente que constaram que a guerra iria se prolongar, um momento histórico de paz e humanidade em um dos períodos mais violentos da história. Esse ocorrido, é uma exemplificação de como a empatia tem uma forte significância na sociedade e no mundo, e a falta dela ocasiona desentendimentos, serias desigualdades sociais, sucedendo diversos conflitos, concernindo na sociedade brasileira.

Convém ressaltar, que a falta de empatia está simultaneamente atrelada a preconceitos enraizados na sociedade e as desigualdades sociais, visto que tais permeiam o Brasil desde os tempos dos senhores de engenho e escravos, que moldaram a sociedade brasileira. A medida que, os vestígios do ocorrido estão vigente até a atualidade, como os preconceitos, estrutura desigual, e os esteriótipos determinados pela igreja católica com a chegada dos jesuítas no solo brasileiro. Sendo tais ocorridos, representados na estrutura social atual, marcado pela falta de empatia e a individualidade da população.

De acordo com o filósofo Zygmunt Baumam em seu livro “Modernidade Líquida” é retratado como na sociedade contemporânea, emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações, conforme é frequentemente observado nas relações sociais brasileiras. De maneira que, o individualismo ocasiona a falta da empatia, conforme é observado na desigualdade social, na qual a uma forte predominância de capital em uma minoria da população, enquanto a maioria se encontra com baixa renda. Observado no coeficiente de gini,  um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo, variando de 0 sendo uma sociedade igualitária e 1 de extrema desigualdade, o Brasil se encontra com 0,543 representando a falta de igualdade e da empatia, visto que a uma maior predominância de pessoas de baixa renda do que com maior capital social.

Em suma, é necessário campanhas e incentivos governamentais que abordem a falta de empatia na sociedade e os seus benéficos, sendo realizados campanhas de doações e apoio a trabalho voluntários, para auxílio a pessoas de baixa renda, além de serem temas que devem ser abordados nas escolas, fazendo parte do currículo escolar. Cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a realização das campanhas. O Ministério da Educação, a entrada de trabalhos voluntários e temas que retratem a empatia nas escolas, com uma sociedade mais justa e igualitária, cabendo a eles o seu funcionamento, sendo a empatia uma forte representação de evolução e paz na humanidade, como retratado nas trincheiras no natal, em seu momento de paz e calma em um lugar turbulento.