ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/03/2021

O Holocausto Nazista, marco na história da Europa, representa o auge da ausência de empatia-uma vez que, as pessoas que fugiam dos padrões perseguidos pela política exterminista de Hitler pouco faziam para mudar a realidade. Nesse sentido, segundo a Organização das Nações Unidas, tal política corroborou para a morte de mais de cinquenta milhões de pessoas. No Brasil, em virtude de um distanciamento do Estado frente a uma herança eurocêntrica, o ato de se colocar no lugar do próximo tem sido gradativamente mais utópico.

Em primeira análise, segundo a teoria da moral universal do filósofo prussiano Immanuel Kant, a ação humana deve ser executada com base no bem da sociedade como um todo e não somente, com base no bem de um único indivíduo. Assim, entender a causa do racismo no país, compreendendo a dor do afrodescendente, é essencial para a diminuição da violência contra negros. Tal como, a ascensão do movimento ativista antirracista Black Lives Matter, o qual foi aderido também pela comunidade branca e tem contribuido para o decréssimo da violência racial.

Somado a isso, consoante a principal máxima da obra “Utopia” de Tomas Morus, o Estado deve estar presente na vida da sociedade, para que haja a perfeita harmonia das engrenagens sociais. De forma que, não aconteca casos de completa ausência de empatia, como o do menino Miguel-pernambucano de cinco anos- que após ser deixado sozinho pela patroa de sua mãe sofreu um acidente grave e morreu.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Diante disso, cabe ao Congresso Nacional promover mais investimentos nas escolas-mediante uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias- as quais realizarão palestras e debates com os alunos. Mediadas por psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, com o objetivo de transmitir a relevância de se exercer a empatia, tanto para quem faz quanto para quem recebe. Assim, busca-se uma sociedade com desenvolvimento social elevado e cada vez mais distante da europa nazista do século XX.