ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 18/04/2021

A geração Ultrarromântica do século XIX apresenta, inerentemente, o egocentrismo em que os sentimentos e desejos individuais sobrepõem as preocupações com o próximo. Assim como hoje em dia, seja em virtude da auto-exposição, seja pela ambição exacerbada às metas pessoais. Por isso, impede-se a  presença de empatia em uma sociedade que tende a decair em suas relações.

Em primeiro lugar, a pandemia de Covid-19 intensificou o uso das redes sociais. Juntamente com a panfletagem de si mesmo na internet, que além de disfarçar os sentimentos genuínos inibiu o reconhecimento das dores alheias. Há, então, a necessidade de sair das propriedades individuais para conhecer o que o outro tem a dizer e a sentir, da mesma forma que exprime, metaforicamente, Platão em “Alegoria da Caverna”. Este não reconhecimento é o que, infelizmente, ocasiona julgamentos e preconceitos com a ignorância.

Ademais, o excesso facilitado de informações fez com que as pessoas cobrassem-se, cada vez mais, ao seu sucesso particular ao deparar-se com figuras beirando a perfeição diariamente. Consequentemente, dificultou-se a troca de sentimentos bons entre homens, agora, transformando-se em competidores, seja do alcance profissional, social ou financeiro. Rousseau ao dizer que o homem nasce bom mas é corrompido pela sociedade, é exatamente o reflexo de que, passado a infância, os objetivos de vida ultrapassam até mesmo o amor, harmonia e o respeito pelas pessoas.

Medidas são essenciais para melhorar as relações com empatia no Brasil. Lamentavelmente, a temática não é tratada com a seriedade devida.

Posto isto, faz-se imprescindível a motivação desta prática que pode ser feita por meios de comunicação e palestras administradas pelo Ministério da Cidadania, em principal na fase transitória da adolescência. À vista disso, as relações irão ser intencificadas no momento correto em que o jovem passa à fase adulta, trazendo melhores ideais de vida.