ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 23/03/2021
De acordo com o líder da luta contra o apartheid, Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Contudo, essa realidade se mostra distante do contexto educacional e empático vivido diariamente no Brasil. Além disso, demonstrações de má educação atrelada com falta de empatia pelo próximo se tornou rotineiro na vida do cidadão. Todavia, a falta de conscientização familiar e acompanhamento profissional na infância, juntamente com um papel mais efetivo da escola e do poder público, potencializando o agravamento dessa problemática.
Em um primeiro momento, é de grande valia ressaltar a Segunda Guerra Mundial nesse contexto, tendo em vista, que os episódio nefasto e castatrófico nos quais vitimizaram principalmente judeus, homossexuais e negros, foram um dos maiores exemplos de falta de empatia existente pelo próximo. Bem como, mais de sete décadas após essa tragédia ainda é comum vivenciar a omissão referente a conscientização familiar dois pais para com os filhos e a falta de interesse em demonstra a empatia que devem ter perante o seu próximo. Ademais, tais valores como : amor ao próximo, respeito as diferenças e sensibilidade com os problemas alheios são ensinamentos que devem partir da estrutura familiar.
Outrossim, em uma pesquisa realizada pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dados coletados demonstram que 67% das pessoas negras já sofreram com algum tipo de racismo na vida. Ainda por cima, a falta de acompanhamento escolar e investimentos nas educações básicas, por parte dos governantes, começam a surtir efeitos negativos. Demais, é comum observar nos dias atuais a preferência dos adolescentes pela tecnologia, não que tal avanço seja banalizado, entretanto, coisa simples e básicas passam a terem mais valor que o próprio ser humano, demonstrando assim, a inversão de valores e a falta que interação social que os jovens perderam com o tempo, não por culpa dos mesmo, mas muitas das vezes, por falta de exemplos vivenciando no ambiente familiar.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a falta de conscientização familiar e a omissão governamental, perante os alunos do primário, com investimentos e um acompanhamento efetivo possam ser minimizados. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com as secretarias estaduais e municipais, deve promover campanhas educacionais e familiares, que visem o estreitamento dos laços familiares e escolares entre professores, alunos e pais. Como resultado, isso deve ser feito por meio de gincanas escolares, reuniões de pais e alunos e atividades extra classes que possibilitem uma maior interação interpessoal. Atrelado a isso, o Ministério Público tem o dever de fiscalizar os investimentos governamentais e tornar efetiva a assistência familiar nas escolas. Fazendo isso, é possível que uma sociedade futura deixe de valorizar mais o ter e passe a dar valor ao ser.