ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 24/03/2021
A série “Dinastia”, exibida na Netflix, ao contextualizar cenas de uma família bilionária, retrata o caráter individualista de cada personagem ao colocar o dinheiro sempre em primeiro lugar. Fora da ficção, embora seja mais amplo, ainda há entraves a serem superados quanto à falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Nesse sentido, o ambiente de competição (seja trabalho ou estudos), em que o ser humano está inserido e os crimes de ódio realizados pelos próprios brasileiros geram a desumanização do próximo, ou seja, a dificuldade de se colocar no lugar do outro em certas situações, o que perpetua a problemática.
Convém enfatizar, a princípio, que é de suma importância, a inserção das crianças desde o início nas instituições escolares, não somente pelo desenvolvimento cognitivo mas também para o convívio social com outras pessoas, cujo objetivo é de crescer a empatia e ações bondosas com o próximo. De maneira análoga ao que Eráclito de Éfeso falou, “Nada é permanente,exceto a mudança”, percebe-se que a transformção é a base para o indivíduo aprender a lidar com ética situações do cotidiano. No entando, se faz presente na realidade, a competição entre as pessoas com a visão de que ser o melhor tanto no mercado de trabalho, quanto na vida pessoal é mais relevante, tendo em vista que a falta de empatia e o egoísmo se tornam mais comuns na vida da população.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação de incompreensão pode ser corroborada pelos crimes ocorridos no Brasil. No decorrer da formação das relações sociais do país, a intenção egoísta do ser humano de lucrar mais sempre foi prioridade durante o processo. Isso, aliado aos dados publicados pelo site Gênero Número, que de todos os crimes de ódio, o feminicídio foi o único registrado em todas as regiões do país, contribui para que esse problema persista atualmente.
Destarte, é evidente que a ausência de empatia na relações sociais configura-se como um impasse que precisa ser resolvido. Logo, o Ministério da Educação deve conceder um desquetaque maior ás palestras educativas sobre ética e empatia nas instituições escolares, por meio de profissionais capacitados como psicólogos, uma vez que é a partir da escola que se constrói os valores de um indivíduo. Ademais, compete ao governo federal promover punições mais severas ás pessoas que praticam crimes de ódio, por intermédio de um projeto de lei entregue à câmara, com a finalidade de tornar as pessoas mais empáticas na relações sociais no Brasil.