ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 25/03/2021

Na estátua “O pensador”, do escultor Auguste Rodin, observa-se uma das maiores qualidades do ser humano: o pensamento pautado na lógica para compreender a dinâmica da vida. Entretanto, essa forma de raciocinar com profundidade não vem sendo utilizada para discutir a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, dado que crimes de ódio vêm acontecendo em todo território. Sendo assim, convém analisar essa problemática.

Antes de tudo, nota-se que a falta de empatia é em parte resultado da ineficiência do Estado em garantir uma educação transformadora. Isso porque as escolas não têm ensinado como deveria os direitos humanos, uma vez que o Ministério da Educação(MEC) não pauta uma disciplina na escola que ensine os pequenos jovens a respeitarem e se colocarem no outro, e como consequência disso, vê-se o desrespeito nas relações humanas. Dessa forma, compreende-se que o Estado de bem-estar social, previsto no contrato social, teorizado pelo filósofo Jonh Lock, tem sido desrespeitado.

Outrossim, destaca-se que esteriótipos tem causado a falta de empatia. Pois é comum no cotidiano perceber comportamentos preconceituosos por visões distorcidas da realidade por parte do agressor. Prova disso, é o acontecido recentemente no “Big Brother Brasil”, no qual uma participante comete xenofobia com uma nordestina, o que demonstra total falta de conhecimento sobre o povo e costumes do nordeste. Assim, fica claro que o acesso à informação é um meio de alcançar a empatia.

É evidente, portanto, que para a construção de um Brasil melhor é preciso que haja empatia. Logo, é necessário que o MEC, órgão responsável pela educação do país, torne obrigatório a disciplina de Direitos Humanos e Cidadania(DHC) nas escolas, a fim de que as crianças e adolescentes cresçam sabendo respeitar e se colocar no lugar do outro. Além disso, é válido nessa disciplina ensinar sobre culturas e grupos sociais, a fim de que a falta de conhecimento não motive cenas de preconceito. Desse modo, o potencial humano de refletir seria alcançado como na obra de Rodin.