ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/10/2021

O escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo disse que “No Brasil, o fundo do poço é apenas uma etapa”. Esse aforismo pode parecer uma piada, mas infelizmente, é cada vez mais real. E isso se comprova, por exemplo, na constatação de que a população sofre, atualmente, com a falta de empatia nas relações sociais. Assim é verídico afirmar que essa preocupação é consequência de duas etapas: a negligência escolar e a incompetência governamental.

Ademais, é inegável que a pertinência da falta de empatia é, também, consequência da ineficácia escolar em cumprir sua função social. Afinal, devido ao modelo arcaico, limitado por tabus, mitos e clichês, além da priorização de conteúdos voltados às provas de vestibulares, discussões sobre a inexistência de empatia são postas à margem. Todavia, como defendeu Paulo Freire, patrono da educação brasileira, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”. Ou seja, não estando a população consciente da importância da preservação da empatia na sociedade, a tendência é que continuem a negligenciar a problemática.

Além disso, é pertinente destacar a maneira como uma parcela das autoriedades governamentais trata a falta de empatia nas relações sociais. Afinal, como afirmou o filósofo político Nicolau Maquiavel, em sua obra “O príncipe”, mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes. Prova disso é a falha nas políticas públicas no comprimento do artigo 3 da Constituição Federal, que garante, além de outros direitos, promover o bem estar de todos, sem preconceitos. Isso é visível seja pela insuficiência de campanhas públicas de conscientização sobre a falta de empatia perante os povos, seja pelo pouco espaço destinado a mídia em relação a isso. Assim, é perceptível que nem mesmo o poder jurídico estatal é capaz de garantir o combate à omissão da empatia.

Fica evidente, portanto, que as situações supracitadas rompem a harmonia social. Então, é imperativo que o estado, por meio do Ministério da educação, que  tem função de desenvolver projetos sobre o tema, invista em capanhas midiáticas que esclareçam as comunidades  a serem empáticas com o próximo, como ajudar ONGS necessitadas, ajudar pessoas carentes, apartir de contribuições minímas de alimentos e roupas, e respeitar as pessoas independentemente das suas origem, raça, entre outros tipos, com o intuito de estabelecer a sociedade para uma vida mais plena e empática. Outrossim, é mister que a sociedade, por intermédio de manifestações, que têm a função de possibilitar mudanças, pressione o Governo para o cumprimento dessas medidas, objetivando uma mudança efetiva no contexto hodierno.