ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/03/2021
Ultrapassando valores do passados
Para o filósofo Jhon Lock a ausência de cordialidade ocorre porquê " O homem é o lobo do homem", ou seja ele é mau por natureza. Entretanto, se o homem fosse como Lock descreve todos deveriam sofrer da mesma forma, mas na realidade vê-se que a falta de empatia é direcionada a determinados grupos. Por isso, torna-se necessário entender a razão dessa problemática e assim soluciona-la.
Primeiramente é necessário entender que as propagandas são umas das responsáveis pela falta de cordialidade com o próximo. Isso ocorre, pois segundo Schopenhauer, os desejos do homem são infinitos e a não realização deles gera aflições, com isso a propaganda usa essa característica humana para incentiva-lo a alcançar a felicidade e a realização por meio do consumo. Como consequência, para suprir essa sociedade, que se baseia na compra, torna-se necessário a normalização da miséria e da super-exploração da mão de obra de parcela da população, para que seja possível obter produtos baratos em grande quantidade.
Ademais, é preciso ressaltar como a falta de compaixão afeta, também, aqueles ao nosso redor. Diante a ideia de que alguns indivíduos devem sofrer, tem-se que a socióloga Hanna Arendet cunhou o termo Banalização do Mal -durante a Segunda Guerra Mundial- evidenciando que ao se acostumar com o sofrimento de alguns indivíduos a população normaliza essa realidade. Com isso, atos violentos não causam espanto e são tratados como aceitáveis por parte da população, gerando milhares de vítimas a cada ano. Como exemplo, tem-se o Mapa do Ódio, que mostra os crimes relacionados ao gênero, como o Feminicídio, e o racismo como os mais presentes no país.
Fica claro, portanto, que a Banalização do Mal é a causa da falta de empatia na sociedade brasileira. Por isso, torna-se necessário que o Ministério da Educação atua nas escolas promovendo aulas de sociologia sobre as causas desse problema, fazendo com que os alunos entendam que normalizar a exploração de alguns, para suprir seus desejos de consumo, e os crimes de ódio são inaceitáveis. Isso, com objetivo de que eles procurem consumir de forma consciente, de marcas que não exploram seus trabalhadores e ajam na conscientização dos indivíduos ao seu redor sobre os danos gerados pelo crime de ódio contra as vítimas. Dessa forma, será possível compreender as origens dessa adversidade e fazer com que o homem deixe de ser o lobo de seus semelhantes e assim ultrapassar essa filosofia excludente.