ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 29/03/2021
A palavra empatia, basicamente, é a capacidade de um indivíduo de se colocar no lugar de outrem, ou seja, de ajudá-lo a compreender os seus sentimentos e ideias. Contudo, no panorama social do Brasil é comum a presença de atitudes egocêntricas – seja para benefícios de um grupo ou sujeito – que refletem diretamente nas demais pessoas. Evidentemente, não só a desigualdade social, mas também o individualismo contribui para a falta de empatia na sociedade brasileira.
Em primeira análise, o Brasil, segundo o Índice de Gini – que é o indicador de desigualdade –, é um dos países mais desiguais do mundo em termos de saúde e educação. Dessa forma, em diversas esferas sociais do país, são perceptíveis as diferenças na concentração de renda e as consequências da falta da má gestão dos recursos públicos. Consequentemente, uma parcela da população brasileira sofre com a falta de recursos básicos para subsistência, além da falta de estruturas médico-sanitárias.
Ademais, segundo o sociólogo Zygmund Bauman em sua teoria sobre Modernidade Líquida, as relações sociais da contemporaneidade são superficiais e frágeis. Dessa maneira, segundo o autor, a ideia de coletividade foi substituída pela a individualidade que ocorre principalmente por conta do capitalismo que gera nos consumidores o sentimento de ambição. Deste modo, o que importa para esses sujeitos são apenas os seus desejos sem se importar com os de outrem.
Portanto, é evidente que a falta de empatia traz sérias consequências para a sociedade brasileira. Logo, faz-se necessário que as escolas públicas e privadas, em conjunto com as famílias de alunos, promovam palestras, oficinas e atividades coletivas para que os indivíduos possam interagir em grupo e ajudar aos demais em seus propósitos. Assim, as pessoas poderiam compreender os demais e auxilia-los de acordo com a necessidade.