ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 01/04/2021

Durante o período do imperialismo, diversos povos, para tentar afirmar a sua falsa superioridade, cometiam atos desumanos, e deixavam as populações dominadas sofrerem. Essa ideia do ser humano de sentir superior ao outro se faz presente no Brasil do século XXI, visto que ainda há a falta da compreensão das dificuldades alheias e da tentativa de ajuda, o que caracteriza a ausência de empatia do brasileiro moderno. Tal fato se deve não só ao preconceito enraizado no país, como também ao pouco desenvolvimento das habilidades de relação com o próximo nas escolas.

Em primeiro plano, vale ressaltar que durante o processo da formação nacional houve um ideário de superioridade, o que impedia alguns indivíduos de se botarem no mesmo patamar de outras pessoas. Posto isso, durante o início dp período da colonização, quando nos grandes latifúndios o dono da terra impunha toda a forma de vivência em sua parte da colônia, e importava apenas com os seus benefícios. Desse modo, assim como o proprietário visava, unicamente, o seu bem estar e o seu lucro, uma parte da sociedade mantém esses mesmos costumes, que, embora seja ruim para o convívio social, ainda não existem processos em vigor que busquem, de maneira efetiva, acabar com esse hábito.

Em segundo plano, outro fator determinante para o problema é a falta de preparo nas escolas, o qual não instrui o indivíduo a como manter uma boa relação com outras pessoas, que, por consequência, o treina apenas para ter o intelecto necessessário para a sua carreira e ignora quesitos sociais. Nesse sentido, segundo o sociólogo Howard Gardner, o qual prôpos a ideia das múltiplas inteligências, há uma consagração, mesmo que insfuciente, das aptidões intelectuais humanas. Portanto, fica evidente o descaso das instituições de ensino para instigar o desenvolvimento da habilidade interpessoal, o qual é fundamental, segundo Gardner, para criar uma boa relação de convívio na sociedade e desenvolver a empatia do cidadão.

Diante disso, percebe-se que existe um pouco preparo social para se conviver de maneira eficaz em conjunto. Dessa maneira, é imperativo que o Ministério da Educação, crie programas, os quais visem promover a melhoria da inteligencia de cunho interpessoal, de modo que procure acabar com o hábito enraizado de superioridade, através do incremento de aulas nas escolas, as quais busquem o desenvolvimento da empatia, seguido de palestras livres para todos os cidadãos, que instrua a como conviver melhor em meio social e sua importância, para que a habilidade citada pelo sociólogo se torne mais presente entre as pessoas. Logo, as relações socias se tornarão mais efetivas, e trará mais benefícios para todos os brasileiros.