ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 28/03/2021

O avanço do meio técnico científico, consolidado nos primórdios da Revolução Industrial, moldou radicalmente as relações interpessoais. Nesse contexto, o Brasil não é exceção à regra, posto que, as mudanças trazidas pelo avanço da tecnologia reduziu o olhar sobre o outro, substituindo-o por relações materialistas. Portanto, ainda é presente, na sociedade brasileira, o individualismo em detrimento do coletivismo empático.

Em primeiro lugar, é lógico afirmar que as redes sociais modificaram o modo de visão das relações sociais. O filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman expõe a ideia da “modernidade líquida”, na qual as relações da sociedade moderna são reduzidas à superficialidade, análoga ao egocentrismo. Desse modo, a visão apresentada pelo polonês é condizente à brasileira, visto que, a base para a formação de laços está diretamente ligada ao status social do indivíduo, que é amplamente reforçado pelas redes sociais. Logo, é de primária importância um olhar mais humano para o aprofundamento desses laços.

Em segundo lugar, a falta de empatia colabora para a construção de barreiras sociais que dificultam a compreensão do sentimento alheio. Em contraposição do apresentado, o filme cinematográfico “E.T” do diretor norte-americano Steven Spielberg demonstra o desenvolvimento da amizade entre o humano, Elliot, e um extraterrestre que busca o caminho de volta para casa. Nesse contexto, a reconciliação das diferenças entre as etnias e os gêneros brasileiros ainda é distante, já que, mesmo sendo da mesma espécie recusam-se à dialogar e chegar a um consenso contribuindo para os altos quadros de violência e intolerância ao próximo. Portanto, infere-se que é de extrema relevância o diálogo como forma de romper tais barreiras segregadoras.

Em suma, a falta do olhar humano é, infelizmente, reforçado na sociedade contemporânea. A fim de minimizar esse quadro, as ONGS devem promover campanhas, em parceria com os sociólogos e psicólogos, que promovam os meios para a compreensão das dificuldades enfrentadas universalmente. Assim, as consequências da falta de empatia serão minimizadas e os valores do coletivismo empático serão, devidamente, inseridos na sociedade brasileira.