ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 29/03/2021

Em sua obra “Ensaio sobre a cegueira’’, o escritor José Saramago ressalta a responsabilidade de ter olhos quando todos os perderam. Sob essa ótica, nota-se uma espécie de cegueira social, intrincada na sociedade, a qual impede os indivíduos de enxergarem problemas, como a falta de empatia na sociedade. Nesse sentido, a competitividade das pessoas, aliada ao egoísmo intrigado na sociedade, colaboram para essa problemática. Dessa forma, são relevantes discussões acerca dos impactos da falta de empatia.

Parafraseando Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. A partir desse pensamento, é evidente o poder transformador das ações empáticas para estreitar as relações humanas. Entretanto, a população possui um pensamento competitivo, por conta de querer se valorizar, e até mesmo, esbanjar suas posses com o objetivo de diminuir o outro,sem pensar no outro lado. Além disso, o egoísmo contribui para colaborar com a falta de empatia, esse pensamento é uma característica presente na vida do povo, em virtude de muitos possuírem uma dificuldade de se colocar no lugar do outro, por causa do orgulho excessivo de seus interesses. Posto isso, são inegáveis os elementos catalisadores da falta de empatia, os quais envolvem uma falta de consideração ao próximo e a incompreensão do outro.

Nessa perspectiva, segundo a terceira lei de Newton, toda ação gera uma reação. Analogamente, a falta de um pensamentos empáticos, corrobora para uma sociedade individualista. Sob esse prisma, por conta dessa ideia individualista do povo, consequentemente, pode ocorrer futuros danos à natureza, o qual destrói a natureza em benefício próprio, sem pensar nos impactos causados. Outrossim, a competitividade estimula a ganância do homem, que pode ser prejudicial, visto que muitas dessas pessoas esquecem de bens comuns, como suas famílias, em busca insaciável de riquezas. Posto isso, é indubitável que a falta de empatia, traz consequências devastadoras para a natureza e para a saúde mental da população. Infere-se, portanto, que a competitividade das pessoas, aliada ao egoísmo intrigado na sociedade, gera a falta de empatia.

Logo, é imperioso que o Ministério da Educação promova campanhas educativas, por meio de propagandas nas mídias sociais e outros meios de comunicação, acerca das futuras consequências da falta de ações empáticas para a humanidade. Tal ação tem a finalidade de fomentar um povo mais harmônico. Desse modo, essa “cegueira social” a qual impede os indivíduos de enxergarem a problemática presente poderá ser revista.