ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 07/06/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a ausência de empatia nas relações entre os seres humanos no Brasil afeta grande parte da população. Assim, seja por interesses econômicos de apenas uma parte da sociedade, seja pelo sentimento de soberania exacerbado, o problema exige uma reflexão.
Convém salientar, de início, que a falta de empatia relacionada à interesse econômico corrobora para o acirramento da questão. Nesse sentido, quando se diz acerca de atingir peculiaridades particulares de autoridades e de pessoas da elite, é possível perceber que a maior parte da população se encontra excluída, com condição de vida muito precária e em situação de miséria. Tal fato ocorre, sobretudo, devido à falta de empatia de autoridades que visam apenas extração de recursos e consumismo exagerado voltados apenas para o lucro particular, sem ao menos se importar com a maioria da população que muita das vezes sofre corrupção, além de ser roubada e violentada. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, é necessário ressaltar que o sentimento de soberania da população autoritária do país é um entrave que afeta milhares de pessoas. Nesse contexto, quando o assunto é a falta de empatia nas relações entre sociedade, é possível reconhecer que o homem visa apenas o que é de interesse próprio, pois cometem assassinatos, roubos, violências nas ruas etc. Dessa maneira, segundo o filósofo Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem”, no qual este é naturalmente inclinado para o mal sem aplicar a ação de se colocar no lugar de outro indivíduo. Por isso, são necessárias medidas imediatas.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo, que deve, por meio de mudanças na administração com projetos e campanhas, promover palestras que abordam acerca da obrigatoriedade da inclusão de todos, erradicando a desigualdade e a falta de empatia entre classes, a fim de proporcionar um país em que os interesses econômicos não sobressaem o sentimento de humanidade em questão de se colocar no lugar do outro, para que assim, os problemas se tornem mazelas passadas no Brasil.