ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/04/2021

No filme ’’ Extraordinário’’, o protagonista de 10 anos, Auggie, sofre com deformidades faciais desde o seu nascimento, o que no decorrer da obra geram diferentes perspectivas sobre a empatia em suas relações sociais escolares e no seu vínculo familiar. Fora da ficção, as relações sociais brasileiras estão cada vez menos empáticas ao próximo e, até mesmo, com seus membros familiares. Consequentemente, é notório o cenário de ódio e discriminação desde o início das relações do indivíduo. Assim, faz-se necessário discutir a falta de empatia nas relações dos brasileiros.

Convém ressaltar, a princípio, que atitudes hedônicas, de priorização dos prazeres  indivíduais, afetam sobretudo, as crianças que possuem como espelho relações superfíciais, gerando então a falta de empatia. Nesse sentido, expressa-se o pensamento do sociólogo estadunidense Talcott Parsons de que, ’’ A família é uma máquina de produzir personalidades humanas’’. Sob este prisma, é indubtável que as relações familiares são essenciais para moldar a personalidade do indivíduo e influênciar na formação de seus valores pessoais, os quais, deveriam priorizar  a empatia estimulada desde o início de suas socializações, no entanto, quando isso não ocorre, a criança é afetada em seu desenvolvimento social, ocasionando em vínculos e relações não saudáveis.

Por conseguinte, as consequências mais relevantes na falta de empatia são a disseminação do ódio e discriminação que ocorrem, principalmente, no ambiente escolar. A exemplo disso, em 2011 houve em Realengo, Rio de Janeiro, um massacre em uma escola pública realizado por um ex-aluno, que deixou 13 mortos, dentre eles alunos e funcionários. Nesse contexto, o assassino que passou a maior parte de sua vida na escola sofria ‘‘bullyng’’ de seus colegas, nota-se que a falta de empatia e a discriminação  no meio escolar acabaram acarretando em um crime de ódio grave, o qual era possível de ser evitado se houvesse maior comoção de empatia e solidariedade nos vículos familiares e escolares da vida do autor do crime e de seus colegas.

Urge, portanto, que a família e o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por serem de grande influência na formação do caráter e empatia do indivíduo, estimulem discussões sobre assuntos que envolvam empatia e respeito as diferenças na sociedade brasileira, por meio de palestras nas escolas com psicólogos e pedagogos, com o fito de abordar a necessidade de um país menos egoísta e mais solidário com o próximo. Além disso, serão necessários grupos de apoio psicológico permanente nas escolas a disposição dos alunos, para que os afetados pelo ‘‘bullying’’ e discriminação  de seus colegas sejam acolhidos e orientados, desse modo, catástrofes como a de Realengo não tornarão a se repetir e gradualmente a empatia no Brasil será estmiulada pelo Estado e pela família.