ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 09/11/2021

O poeta contemporâneo Doederlein, escreveu que a empatia “não é sentir pelo outro, mas com o outro”, para ele, a empatia é a companhia de estar ali quando a pessoa está no fundo do poço. Entretanto, não é uma realidade vista no Brasil quando se análisa a falta de empatia nas relações sociais. Diante desse cenário, é imperioso ressaltar fatores que contribuem para a problemática, dando destaque à falta de debates e lacuna educacional.

Em primeira análise, cabe ressaltar a falta de diálogos que origina um egoísmo na população a qual não se preocupa com o próximo. Sob essa ótica, o sociólogo Herbanas afirmou que o debate é o caminho para a melhoria da vida de um povo. Desse modo, a falta de debates gera preconceitos com as chamadas “minorias”, que são grupos marginalizados na sociedade. Já que, uma população cria estigmas sobre eles e não tem dialogo para com romper ele. Portanto, é imprescindível que haja mudanças.

Ademais, vale salientar o papel que a escola tem como impulsionador da falta de empatia em relações sociais no Brasil. É valido rememorar a ideia de Francis Bacon que diz, o conhecimento está ligado com o poder, isto é, afirma que o sabre oferece meios para alterar o panorama vivido. Nesse sentido é transparente que por não se falar sobre empatia nas instituições de ensino, isso acarreta em uma omissão da mesma, pois desde a infância até a vida adulta se fala de uma forma muito superficial sobre a empatia. Logo, é notória a necessidade de educar sociedade brasileira para que essa conjuntura seja atenuada.

Infere-se, portanto, que é fulcral ações para combater esse obstáculo. Para isso, o Governo federal juntamente com as mídias, deve fazer publicações nas redes sociais do Estado sobre empatia social, e como adquiri-la, por meio de investimentos para o ato. A fim de uma população mais informada e assim menos preconceituosa e sem empatia. Paralelamente, as escolas devem promover debates com professores, alunos e membros de grupos marginalizados, por meio de aulas em auditórios, afim de educar desde a infância. Conclui-se, que desse modo o pais tratará a empatia como escreveu o filósofo Doederlein.