ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 14/04/2021
Na série televisionada, “The Big Bang Theory”, Sheldon, um gênio cientista, possui dificuldade em compreender o sentimento dos seus amigos, isso por considerar-se superior à esses. Da mesma maneira, o Brasil enfrenta, hodiernamente, os desafios da falta de empatia entre seus cidadãos. Isso possui como maior causa o modelo econônimo vigente no século XXI, o qual estimula tanto o individualismo quanto a competitividade, logo ocasionando em problemas sociais.
Em primeiro lugar, vale salientar o processo educacional como grande protagonista na criação dos príncipios humanos. De acordo com o filósofo Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Com isso, torna-se possível relacionar como algumas falhas educacionais, podem se transformar em mazelas para a sociedade. Tal qual aconteceu, no século XIX, com o “Darwinismo social”, o qual era estudo e ensinado de maneira científica, resultando num intenso preconceito racial. Já na Era Moderna, por exemplo, o individualismo é cada vez mais estimulado e incentivado nas escolas e faculdades.
Em convergência com isso, também cabe ressaltar as consequências de uma sociedade individualista. Sendo assim, a ideia da meritocracia -princípio o qual estabele o alcance do poder através do merecimento- incentiva, junto com a ascensão social, a competitividade entre as pessoas. A série “3%”, da Netflix, retrata o personagem Rafael prejudicando seu competidor, para que assim ele conseguisse passar no teste. Da mesma maneira, jovens brasileiros, os quais prestam o Exame Nacional do Ensino Médio, são encorajados a comemorar os erros do seu competidor ao invés de focar em melhorar suas próprias falhas.
Portanto, tornam-se necessárias medidas para amenizar os problemas ocasionados pela escassez de empatia no Brasil. Sendo assim, o Ministérios da Educação deve, por meio de campanhas nacionais, incentivar as escolas, trimestralmente, a realizar dinâmicas, coordenadas por especialistas, as quais incentive a empatia nos alunos. Para que assim, desde cedo, os jovens não só vivenciem um ambiente menos competitivivo e individualista, como também sintam-se entusiasmados a ajudar o próximo. Talvez assim, o personagem Sheldon Copper teria sido menos arrogante com seus amigos cientistas e juntos poderiam ter trago mais resultados a própria ciência.