ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 10/06/2021

O documentário Vidas Descartáveis, mostra a realidade no mercado de trabalho nacional, abordando a questão da escravidão moderna e das precárias condições de convivência. Nessa perspectiva, no que tange a questão da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema. Em virtude da ausência de rodas de conversas na área da educação, e também dos índices de crimes de ódios notificados.

Em primeiro lugar, se torna relevante a compreensão da definição de empatia, sendo essa, uma prática tão importante para o bom desenvolvimento social, incentivando o auxílio ao próximo em diferentes circunstâncias. Nesse sentido, uma nação sem essa característica presente entre seus cidadãos, pode se encontrar com diversos desafios em sua jornada. Assim, o baixo percentual da presença de discussão sobre a importância da tolerância no país, tendo como cúmplices a mídia e meios escolares, resulta em um incentivo ao pensamento de preconceito e egoísmo. Nesse caso, entrando em acordo com o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade atual com suas relações líquidas entre as pessoas, está indo em direção a uma comunidade cada vez mais limitada aos próprios interesses de cada indivíduo, deixando para trás sentimentos e dores alheias.

Em segundo lugar, de acordo com pesquisas do Mapa de ódio 2018, o preconceito de gênero está presente em todas as unidades federativas do Brasil, sendo esse um exemplo do pensamento ofensivo sobre um assunto ainda pouco abordado no país. Convêm ressaltar, que o sentimento de competitividade e superioridade acarretado sobre a falta de preocupação com o próximo, pode resultar em diversas formas de expressões ofensivas, discordando assim, do artigo quinto da Constituição Federal Brasileira, quando se é apresentado o direito de todos serem tratados de forma igualitária, sem qualquer discriminação.

Diante do apresentado, se torna clara a necessidade de medidas para a resolução da problemática. Faz-se necessário que o Ministério da Educação se observe como responsável para administrar rodas de conversas em meios da educação, sendo esses, escolas, faculdades, entre outros, com o objetivo de uma maior conscientização sobre a necessidade da presença da empatia no dia a dia. Se torna relevante também, que o governo junto com a mídia, organize campanhas visando uma maior divulgação e conhecimento sobre o assunto. Por fim, ressalta-se a relevância das medidas apresentadas, pois como ressaltou o pastor Martin Luther King, toda hora é hora de mudar.