ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 07/04/2021
Em 2008, a cantora inglesa Amy Winehouse, sofreu depressão e descontrole em relação a drogas e bebidas alcoólicas, enquanto seu namorado Blake Fielder-Civil,vendia detalhes pessoais de Amy para imprensa. De maneira análoga, diversos brasileiros sofrem pela falta de empatia nas relações sociais. Entre os fatores relacionados a essa problemática, destacam-se a pouca discussão sobre o assunto e o egoísmo da humanidade. A princípio, vale ressaltar que a falta de discussão sobre esse assunto de grande importância na sociedade brasileira é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com a Universidade Estadual de Michigan (EUA), o Brasil ficou em 51° lugar entre os países mais empáticos do mundo. Isso mostra que os brasileiros não desenvolveram o sentimento de empatia,sendo pouco retratado em escolas e nas mídias sociais a importância de se preocupar com o próximo. Desse modo, é preciso reverter o perfil individualista dessa sociedade que não pensa no próximo. Além disso, outra dificuldade encontrada é o egoísmo da população. Nesse contexto, o filósofo Zygmunt Bauman, retrata em sua obra “Modernidade Líquida” que os indivíduos do século XXI estão mais preocupados com o próprio interesse do que com os outros indivíduos. A prova disso é a pandemia do Covid 19, a nação queria somente proteger a própria família, enquanto alguns tinham estoque de alimentos e máscaras, outros não possuíam acesso para adquiri-los, já que esses produtos estavam em falta no mercado. Dessa forma, percebe-se o tamanho do egoísmo do ser humano, em especial no Brasil, país em que as desigualdades sociais saltam aos olhos.
Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação, crie campanhas por meio da televisão aberta e das instituições de ensino,a fim de conscientizar a população e mostrar a importância de se preocupar com o próximo. Ademais , é interessante aliar uma agenda baseada em uma forte inserção nas redes sociais, em razão do alcance e do poder de persuasão, conseguindo, assim, uma melhora nas relações interpessoais, além de uma redução considerável dos crimes de ódio.Só então, o Brasil mudará de posição no ranking apontando pela Universidade Estadual de Michigan