ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 13/04/2021
Em o mito da caverna, o filósofo Platão descreve como as pessoas se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair da zona de conforto. Em contrapartida, a mesma situação ocorre na realidade brasileira, uma vez que, pela comodidade e individualismo pessoal, a empatia está em falta nas relações sociais. Entrelaçado a isso, a escassez de empatia aumenta a propagação de atitudes de ódio, e grande parte da população acaba sofrendo algum tipo de preconceito ou discriminação. Com o intuito de remediar essa situação, é necessário defrontar o egoísmo e preconceito.
De acordo com o ideal filosófico de Nietzsche, que cita o fato de que para ver muitas coisas é preciso desaprender a olhar para si mesmo, fica nítido que o individualismo excessivo prejudica as relações pessoais. Esse egocentrismo é notório no atual ambiente pandêmico, em que muitos se recusam a usar máscaras para a proteção ao covid-19 em virtude de suas crenças pessoais ou adquiridas por Fake News na internet, colocando em risco a vida de inúmeras pessoas. Portanto, as conexões sociais se negligenciam e o ato de pensar na realidade do próximo torna-se pouco utilizado.
Outrossim, com o desenvolvimento da sociedade capitalista, a individualização juntamente com a desigualdade social ficam cada vez mais evidentes. Frente a isso, a discriminação social é uma consequência da desigualdade, o que promove situações covardes no âmbito social. Por consequência, inúmeros jovens de e adultos de classe baixa sofrem diariamente atos de repúdio e violência por conta de sua classe social. Ademais, de acordo com o IBGE, a taxa de homicídio contra pessoas negras chega a ser três vezes maior que a de brancos, colocando em evidência o forte racismo e a escassez de empatia enfrentadas pela ‘minoria’ no contexto social.
Por conseguinte, medidas devem ser tomadas para combater o impasse. Desse modo, cabe ao Governo Federal estabelecer um projeto de ordem em que os policiais civis, de todas as localidades, façam fiscalizações intensas pelas cidades, impondo punições imediatas a situações de violência física. Juntamente a isso, as instituições escolares devem disponibilizar palestras que pregam empatia ao próximo, a fim de conscientizar os alunos. Para que assim, ocorra o fortalecimento da empatia na relações socias no Brasil.