ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 13/05/2021
Colocar-se no lugar do outro é uma atitude, historicamente, pouco praticada e estimulada no Brasil. Uma nação que ergue-se através da dizimação dos povos nativos e da escravidão demonstra que há pouca empatia nas relações sociais. Está é uma problemática que, seja pela acentuada desigualdade social, seja pela dificuldade de colaboração para controle do covid-19, demonstra-se longe de uma solução. Primeiramente, basta circular por grandes centros urbanos como são Paulo ou rio de janeiro para notar o número cada vez maior de moradores em situação de rua ou favela, em situação de insegurança alimentar, enquanto constroem-se prédios cada vez maiores e mais luxuosos para moradia de uma pequena parcela da população. Tal cenário reflete a posição de nono pais mais desigual do mundo, ocupada pelo Brasil, em que 10% dos mais ricos concentram 43% da renda nacional, segundo dados do IBGE. Logo, nota-se que neste país que o acúmulo de capitais, é mais valorizado do que uma situação nutricional e de moradia dignas para seus compatriotas evidenciando a falta de empatia que rege as relações sociais dessa nação. Além disso, pode-se verificar nas ações da população, no que tange ao combate ao covid-19, extrema insensibilidade con seus concidadãos. Apesar de já ter levado mais de 300mil pessoas ao óbito, a gravidade de tal doença é, frequentemente, nigligenciada por uma grande parcela da população que continuam lotando as praias e frequentando festas clandestinas. Tais fatos são corroborados por dados do portal de notícias da globo que trás a informação de que em 23 dias, dos piores momento da pandemia no pais, foram autuadas mais de 619 festas em apenas em São Paulo, algumas com mais de 500 pessoas. Assim fica evidente a ausência de empatia que permeia a população brasileira, que colabora para o prolongamento agravamento da pandemia, consequentemente aumentando o número de vítimas dessa tragédia. Portanto, é urgente que o ministério da educação reforce em seu plano de ensino disciplinas e atividades que estimulem a habilidade de empatia entres os alunos e os entes de sua sociedade. Por exemplo, pode-se, semanalmente, dar a oportunidade de os alunos falarem como se sentem e convidá-los a se colocar na posição dos outros ao ouvir. Assim, tais medidas podem contribuir para o desenvolvimento desta capacidade rara na sociedade brasileira e é negligenciada desde os seus primórdios, culminando no agravamento das mazelas do país.