ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/04/2021

De acordo com o filósofo Krznaric, “Empatia é calçar o sapato do outro”. Sendo assim, esse ato deveria ser praticado no Brasil. Entretanto, a sociedade brasileira é marcada pela grande desigualdade nas relações sociais e pouca iniciativa de trabalho voluntário.

Em primeira análise, a falta de empatia pode ser percebida na desigualdade no tratamento entre diferentes estratos sociais. Dessa forma, vê-se que as pessoas são empáticas apenas em seu grupo de mesma cor e classe social. Segundo, o psicanalista Dunker, essa relação é chamada de “democracia em estrutura de condomínio”. Por exemplo, em um acidente de trânsito a prestação de socorro rápida será feita apenas se houver identificação que a vítima é uma pessoa do bem. Infelizmente, uma sensibilidade seletiva em ajudar os outros reflete na grande desigualdade social do Brasil.

Além disso, o trabalho voluntário na sociedade brasileira não é muito praticado. Conforme dados do IBGE, apenas 4,3% dos brasileiros realizam esse tipo de atividade. Nesse sentido, uma nação perde com esse comportamento individualista da maior parte da população, pois o voluntariado é um dos maiores sinais de empatia com o próximo, podendo mudar a realidade sofrida de indivíduos  necessitados de afeto, comida e roupas. Logo, cada cidadão precisa começar se colocar no lugar de quem passa dificuldades para despertar esse sentimento de amor.

Portanto, a empatia na nação brasileira precisa ser fortalecida. Desse modo, o cidadão brasileiro deve buscar participar de projetos sociais organizados nas igrejas, escolas e associação de bairros. Isso deve ser feito por meio de formações sobre a importância de ajudar os necessitados próximos, a fim de construir uma empatia sem restrições de classe social, escolaridade e cor. Ademais, a ação de se colocar no lugar do outro precisa ser ensinada desde o ensino infantil, pois é um ato que deve ser praticado diariamente em todas as idades.