ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/04/2021

Adan Smith, um economista inglês do século XVIII, defendia o individualismo extremo, afirmando que, a sociedade só seria capaz de evoluir, progredir, se cada indivíduo buscasse as suas próprias ambições individuais, sem a ajuda de terceiros. Entretanto, tal pensamento ideológico é retrógrado e nocivo, gerando bolhas de exclusão social, superficialidade nas relações criadas e, além disso, a falta de empatia. Todavia, é notório o enraizamento deste modelo, pouco empático, nos vínculos hodiernos, sendo impulsionada pela consequência da ignorância coletiva e falta de conhecimento a cerca do assunto

A priori, é necessário analisar a alta ignorância coletiva como um fator agravante desta problemática. Segundo ao filósofo contemporâneo sul-coreano Byung Chu-Han, a sociedade é baseada na procura excessiva pelo resultado imediato, estatus, criando um cansaço mútuo e impedindo-os de priorizar o próximo. Este raciocínio é fundamental para o entendimento do cenário brasileiro, pois, explica o porquê do baixo interesse ao trabalho voluntário, da baixa participação brasileira, já que, uma parte da população demonstra o interesse em apenas alcançar suas metas, desprezando o próximo. A exemplo, têm-se pandemia do COVID-19, onde, diversas vezes muitos indivíduos passaram a estocar itens e insumos e outros enfrentavam a escasses.

A posteriori, é basilar inferir a falta da discussão a cerca do assunto como um dos agravadores deste problema.  Nelson Mandela, trouxe-se consigo a frase “a educação é a arma mais poderosa do mundo”, defendendo a ideia de que, apenas o ensino é capaz de mudar o pensamento de milhões de pessoas, libertando-a da ignorância e manipulação. Com isso, é perceptível a influência das escolas para mitigar este assunto, porém, com as poucas discussões feitas a cerca da importância da tolerância têm-se, por consequência, pouco desenvolvimento da empatia entre os jovens, desprezando os trabalhos voluntários e criando atitudes intolerantes.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas urgentes para o êxito na redução desta problemática. Em primeiro lugar, é necessário que o MEC proponha discussões, efetivas, de incentivo ao voluntariado e a empatia no ambiente escolar, a fim de que desenvolva o sentimento de tolerância entre os discentes e consiga divulgar a devida importância ética e moral nas ajudas humanitárias. Além disso, é necessário que o Ministério dos Direitos Humanos façam campanhas nas mídias, seja em redes sociais ou televisivas, com propagandas e anúncios, incentivando o auxílio a indivíduos de grupos minoritários que sofrem das mais diversas formas na sociedade brasileira e incentivando o trabalho voluntário, a fim de priorizar e salvar mais vidas.