ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/04/2021

No programa Big Brother Brasil, em sua 21ª edição, mostra o participante Lucas Konka, um jovem negro homossexual, sendo destratado, isolado e humilhado pelos outros participantes, após extrema pressão psicológica, Lucas se retirou do programa. Mesmo que do lado de fora do programa Lucas tenha tido extremo apoio, os participantes da casa estavam ausentos da perspectiva do público, podenrando a questão sobre como episódios iguais a esse se repetem na nação. Assim, demonstrando a falta de empatia nas relações socias no Brasil, principalmente em questões como a aceitação de membros LGBT e a própria falta de discussão sobre a empatia. Com isso em mente, é necessário debater sobre a falta de empatia para com indívduos LGBT no Brasil. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) o Brasil é o país que mais mata transsexuais no mundo, entre a violência contra LGBTS 46% das vítimas são trans, com 57% sendo homossexuais. Ainda, como mostra dados do SUS, um LGBT é agredido a cada hora no Brasil. Assim, fica claro que existe um problema com a falta de empatia para com membros LGBT no Brasil, provando ser até mesmo fatal.

Segundamente, a falta de discussão sobre o assunto da empatia nos meios brasileiros, é um dos grandes fatores que colabora a falta da mesma no país. Em um levantamento feito pela Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2020, realizada em 119 escolas por estudantes do nono ano, revelou que 29% dos estudantes relataram ter sofrido Bullying, atosque ocorre essencialmente devido a falta de empatia do praticante para com a vítima. Diante disso, se em um ambiente de formação e crescimento como a escola não debate sobre empatia para com o próximo, o resultado é uma geração de brasileros que não aprenderam a ser empáticos. Portanto, fica claro que a falta de empatia ainda é um grande desafio no Brasil, destacando a LGBTfobia e a falta de discussão.

Dessa forma cabe ao Ministério da Educação (MEC) trazer programas com o foco em discutir em sala de aula sobre a importância da empatia, trazendo as paletras até mesmo para pais e parentes. Assim, trazendo trazendo novas perspectivas para diversos brasileiros, os ensinando a ser mais empáticos para com diferentes pessoas e suas singularidades.