ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 10/04/2021

De acordo com o filósofo Bauman, as relações na contemporaneidade se tornaram líquidas, o que significa que as pessoas passaram a ser mais introspectivas. Isto evidencia que gerou uma falta de empatia nas relações interpessoais, devido as individualismo e egoísmo, o que traz problemas para o cotidiano social.

Em primeira análise, percebe-se que as escolas não são ambientes empáticos, porque a BNCC (Base nacional comum curricular) não inclui matérias de inclusão social, ou seja, somente caráter técnico. Dessa forma, instituições não trabalham o pensamento crítico, visto que nas salas de aulas não são promovidos debates, o que colabora com a falta de entendimento do ponto de vista de alheios e a interpessoalidade, como crianças com dificuldades de fazer amizades ou participar de grupos, perante outras realidades. Por isso, estas ações acarretam na falta de tolerância e de pensamento coletivo.

Além disso, casos de crimes que são baseados na intolerância estão tomando força, como a história de George Floyd que foi vítima de racismo e  grupos minoritários, que são atacados todos os dias de acordo com o G1. Diante disso, percebe-se que a apatia gera a não aceitação das diferenças e o desentendimento de suas consequências, de modo que se torne mais comum a ocorrência de casos baseados nisso, e que, inclusive, não se percebe a gravidade da situação que se faz presente pelos mesmos.

Em síntese disso, fica evidente que uma alteração é necessária. Para isso, é preciso que o Governo entre em ação usando o MEC para fazer mudanças no currículo de escolares, para que haja a implementação de conhecimentos de cunho de debates, o que gerará um pensamento crítico por parte dos alunos. Outrossim, a mídia deve ser aliançada para fazer campanhas de conscientização, na internet e TV, para por fim ao individualismo, que mostrará que a empatia pode trazer benefícios para a vida das pessoas.