ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/04/2021
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo,a sociedade que estamos vivendo têm-se tornado cada vez mais egocêntrica, no qual, as relações sociais se tornaram líquidas, assim, como os rios. Afinal, à agua que passa em certo trecho do rio não é a mesma de um minuto atrás. Tal problema, é bastante evidenciado nos dias atuais, principalmente, na atual pandemia que vivemos, onde as pessoas lotaram supermecados para estocar comida, esvasiaram pratileiras de alcool em gel nas farmácias, transformaram os sentimentos de amor e compaixão pelo próximo em algo banal, em que, o consumir para esbanjar é melhor que o ter para satisfazer.
No entanto, o compreender a dor do outro na atual sociedade contemporânea é ser julgado na maioria das vezes como “Mimizento” em relação ao coletivo, geração do “Mimimi”. Pois, quando se busca ajudar o próximo não é, apenas, buscar compreender sua dor, mas buscar formas de diminuir e se colocar no lugar do outro. Durante a pandemia vários artistas fizeram lives beneficentes com intuito de arrecar alimentos, máscaras, doações em dinheiro, respiradores para “amenizar” os danos causados pelo Covid-19, fora que, o entretenimento realizado é uma forma de controlar e distrair as emoções perigosas da mente, o lado psíquico do ser humano.
Certo que, assim como toda sociedade, há os individualistas que se aproveitam do momento, pois houve um aumento de mais de 100%, em 2020, de denúncia no Procon de acordo com o UOL, site de noticias. A modernidade líquida proposta por Bauman, é a mais pura relação entre o real e o obsoleto, as relações socias estão cada vez mais fluídas, em partes, devido ao capitalismo exagerado, no qual, não há mais o sentimento de ajudar o próximo, e sim, satisfazer suas próprias vontades. Claro, há excessões, e essas excessões são as pessoas que espalham paz e esperança no meio de tanto sofrimento.
Portanto, o Ministério da Educação e o Ministério da cidadania, deve realizar uma parceira com instituições privadas. Como, por exemplo, cinemas, emissoras de televisão, grandes empresas nacionias com o principal propósito de promover campanhas de conscientização efetivas sobre a empatia com o próximo, em troca, pode oferecer incentivos fiscais como bonificação. Dessa forma, as relações sociais se tornaram mais “pares” do que “impares” entre os indivíduos. De acordo com Heráclito de Éfeso, grande pensador pré-socrático, “Tudo flui e nada permanece”, diante de tal frase, aquele pequeno empurrãozinho pode ser o necessário para transformar a sociedade para melhor.