ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/05/2021

Clarice Lispector dizia que o que o ser humano mais aspira é tornar-se humano e para que isso seja feito, o mínimo seria a existência do respeito mútuo. Porém, sabe-se que no Brasil a falta de empatia nas relações sociais está se tornando muito constante. Com isso, a falta de empatia gera mazelas sociais, como a própria falta de respeito já citada, prejudicando um indivíduo e fazendo com que ele se sinta menos humano. Por isso, ao que se trata da problemática, deve ser colocado em pauta a liberdade de expressão e o preconceito.

A priori, sabe-se que a liberdade de expressão usada de má forma se torna grande causadora de ações antipáticas nas relações sociais. Além disso, tal assunto tem estado bastante frequente em discussões políticas e sido constantemente abordado no mundo inteiro, porém pouco se fala dos limites da liberdade de expressão. Analogamente, Albert Einstein falava “Poucas pessoa são capazes de expressar com equanimidade opiniões que diferem dos preconceitos do ambiente social delas”. De forma contextual, a liberdade de expressão deve ser usada com ressalvas e equidade, para que não sejam desrespeitosas com nenhum ser humano, e mantenha-se a empatia nas relações sociais.

A seguinte, o preconceito enraizado na sociedade desde os tempos antigos torna explicita a falta de empatia entre a população brasileira. Em outras palavras, pessoas preconceituosas não apresentam empatia ao que se trata de relação social com outras pessoas, agindo de uma forma pela qual elas não gostariam de ser tratadas. Em analogia, Willian Hazlit dizia que o preconceito é filho da ignorância. Ou seja, essa porcentagem populacional apresenta certa ignorância social, moral e ética que as torna preconceituosas, acarretando na falta de empatia para com o próximo.

Em suma, o ministério da educação, responsável pela formação de grandes homens, deve conscientizar os jovens por meio de projetos em escolas que ensinem sobre os limites da liberdade de expressão e como expor uma opinião de forma respeitosa, para que a convivência seja mais leve e bem compreendida. Assim, o uso excessivo de liberdade de expressão não acarretará relações antipáticas. Além disso, o governo, em conjunto com algumas ONGs, deve fazer campanhas a respeito do preconceito e como isso afeta o ser humano, para tornar a sociedade mais empática, de forma a fazer com que as raízes preconceituosas do brasileiro sejam cortadas. Dessa maneira, o ser humano se tornará humano, assim como citou Clarice Lispector.