ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/04/2021
No livro “Lobo por Lobo” de Ryan Graudin, é representado um futuro alternativo em que o Eixo é o vencedor da Segunda Guerra. Nesse sentido, a narrativa foca na tragetória de Yael, uma judia fruto de um experimento pseudocientífico invasivo que causou inúmeros traumas a garota. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Graudin pode ser relacionada ao Brasil antipático do século XXI: gradativamente, entender a dor do próximo e tomá-la para si com o intuito de resolver tem se tornado utópico em virtude de um Estado inoperante e uma sociedade cada vez mais individualizada.
Em primeira análise, segundo o filósofo John Locke, as pessoas nascem com uma consciência semelhante a uma folha em branco, e a partir daí - através das ações sociais- que o homem se define. Dessa forma, na medida em que se observa os dados preocupantes do atlas da violência 2020, os quais revelam a crescente violência contra negros e pardos, conclui-se que o empirismo tem sido absolutamente ausente de empatia. Haja vista que a população branca brasieira em nada tem contribuído para amenizar as consequências do nefasto passado colonial escravocrata.
Somado a isso, de acordo com a obra “Utopia” de Thomas Morus, uma sociedade assistida pelo poder público representa um lugar harmônico e que não há anomias sociais. No entanto, infelizmente, essa realidade da obra apresenta-se como um paralelo de distopia quando comparado ao cenário brasileiro atual. Tendo em vista que, a nação brasileira é plural, isto é, miscigenada, resultado de inúmeras lutas de resistência contra a elite colonial. Dessa forma, na medida em que o Estado se omite em garantir a plena ciadania para todas as esferas sociais, ele assume sua antipatia e incoerência em atuar.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Diante disso, cabe ao Congresso Nacional promover mais investimentos nas escolas-mediante uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias- as quais realizarão palestras e debates com os alunos. Mediadas por psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, com o intuito de ensinar a importância de se praticar a empatia nas relações sociais para a construção de uma sociedade harmônica e desenvolvida. Assim, realidades como a de Yael se tornarão, gradativamente, mais distantes do cenário hodierno.