ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 22/04/2021

No contexto filosófico, o pensador Jean-Jacques Rousseau citou “ O homem nasce livre, e por toda parte, encontra-se acorrentado”. De maneira análoga à citação, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, ainda é um dos conceitos de “acorrentamento” inserido na sociedade. Nesse sentido, metaforicamente, é possível relacionar o termo “corrente”, dado por comportamentos presentes no campo social, ora sobre o egocentrismo, ora sobre o preconceito em inserção.Assim, é importante analisar tais quadros, intrinsecamente, ligados a aspectos sociais e culturais.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente a escassez de empatia nas junções sociais em espectro brasileiro, é válido mencionar o egocentrismo como uma das principais características.O antropocentrismo foi uma das mobilidades do renascimento- movimento cultural, artístico e científico- em que, tinha como finalidade colocar o homem como o centro do universo, em detrimento do pensamento medieval, no qual a religião era a base de tudo. Porquanto,o egocentrismo presente na nação verde amarela ocorre de forma similar à alusão, já que ao implantar a cultura de “auto-valorização” , é deixado de lado o valor para/com o outro. Um exemplo disso é o desgaste das relações interpessoais, posto que, ao se portar como o centro das atenções, o indivíduo transmite arrogância, e à vista disso, o afastamento do outro.Desse modo, é de suma importância o fim da problemática.

Ademais, cabe mencionar também, o preconceito que é consolidado no espaço da sociedade, como exemplo cabível para a pouco estima nas relações sociais no Brasil.nesse sentido, esse fato se dá pelos errôneos ideias de “padrão correto" que é imposto no âmbito social.Sob o mesmo ponto de vista, pode-se observar a distinção que é feita com grupos diferentes- a exemplo disso, homossexuais, indivíduos portadores de doenças e entre outros.- no qual ajuda a promover a lacuna nas relações, e consequentemente, a inseminação das atitudes preconceituosas.Tal conjuntura segregacionista faz analogia a citação de Albert Einstein “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, que defende o quanto é difícil promover a igualdade na sociedade.Dessa forma, esse obstáculo urge ser solucionado, de modo a transmutar a citação de Einstein.

Portanto, medidas são necessárias para o fim do problema.Logo, o Ministério da Cultura, através de publicidades- a exemplo, propagandas televisivase e “outdoors”- deve promover a conscientização sobre a importância das relações sociais para a harmonia social, com intuito de fazer com que essa ação seja sempre valorizada, independe de qual seja a situação de cada um.Além disso, é dever do Governo-mediante a constituição brasileira- instituir a obrigatoriedade de atividades de inclusão nos locais sociais-Escolas, praças, universidades- e só assim será possível  dar fim ao  “acorrentamento”.