ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/10/2021

A Constituição de 1988 garante ínumeros direitos aos cidadãos , como a igualdade. Entretanto, esse direito não tem eficácia total, pois, a empatia nas relações pessoais no Brasil é escassa. Esse problema, cujas consequências são, sobretudo, a grande quantidade de crimes de ódio e, relações pessoais instáveis e com pouco vínculo.

Em primeiro lugar, é importante destacar que os crimes de ódio no Brasil são um problema constante e, uma das principais causas é a falta de empatia. Segundo o “Mapa do ódio”, São paulo é o estado com maior diversidade de crimes de ódio, ou seja, é a região com menos empatia nas relações pessoais. Dessa forma, a escassez de empatia pode gerar consequências graves, como nos crimes de ódio em que muitas vítimas morrem.

Além disso, a falta de empatia faz que as relações pessoais sejam instáveis e de curta duração. De acordo com o filósofo Zigmunt Bauman, vivemos numa modernidade líquida, pois, as relações pessoais são pouco afetivas e, as pessoas se tornaram mais individualistas. Dessa maneira, a modernidade líquida pode ser relacionada ao Brasil atual, pois, a antipatia e o individualismo são predominantes nas relações pessoais. Assim, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para diminuir a antipatia nas relações pessoais.

Portanto, para superar a falta de empatia nas relações pessoais no Brasil, o Estado, junto com o Ministério da Educação, deve, por meio de verbas governamentais destinadas à educação, criar um programa nas escolas para ensinar e praticar a empatia com os jovens. Esse programa deve ser feito com aulas interativas e, será praticado problemas do cotidiano, também deverá ser apresentado por psicólogos que são especialistas no assunto. Somente assim, será possível superar a falta de empatia nas relações pessoais e, por consequência a Constituição de 1988 terá eficácia total.