ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 14/04/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. Porém, tal postura não é verificada ao se observar a falta de empatia presente nas relações sociais no Brasil. Nesse sentido, nota-se um delicado problema, que tem como causas o individualismo e a intolerância.
É indubitável, nesse contexto, que o individualismo está na base dessa problemática. Nesse aspecto, o sociólogo francês Émile Durkheim afirma que “nosso egoísmo é produto da sociedade”. Tal cultura individualista influi sobre o comportamento das pessoas no que tange à falta de empatia nas relações sociais, visto que crimes de ódio, diretamente relacionados à dificuldade de aceitação das diferenças mostram-se bastante presentes no cenário brasileiro. Dessa forma, reverter o individualismo a nível social é fundamental para dissolver esse problema.
Além disso, a intolerância intensifica a gravidade do problema. A respeito disso, a filósofa alemã Hannah Arendt afirma que “a pluralidade é a lei da Terra”. Todavia, tal pluralidade não é devidamente valorizada quando se analisa a falta de empatia existente nas relações sociais no país, visto que pessoas isolam-se cada vez mais em suas “bolhas ideológicas”, sejam por razões políticas, sociais ou de gênero, e deixam de ver os outros como seus semelhantes, mas sim como inimigos. Assim, é preciso valorizar a lei de que Arendt falou para agir sobre esse imbróglio.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Conselho Federal de Psicologia deve criar um treinamento gratuito sobre empatia, por meio de aulas ao vivo nas redes sociais, a fim de combater o individualismo que gera esse problema. Tal ação pode, ainda contar com uma cartilha em PDF para ser baixada. Paralelamente, é preciso intervir sobre a cultura de intolerância presente nessa problemática.