ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 15/04/2021

Na Bíblia, Jesus Cristo é lembrado por sua compaixão, amor e cuidado com todos os indivíduos. Fora das escrituras, entretanto, é possível observar a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Dessa forma, a mentalidade capitalista e a ausência de incentivo familiar podem ser consideradas fatores que impulsionam a problemática no país. Logo, é imprescindível analisar essas questões para que uma medida interventiva seja executada.

Nesse sentido, é importante compreender como o sistema capitalista exerce influência na construção do ser humano. De acordo com o sociólogo Karl Marx, o sujeito social inserido no contexto desigual do capitalismo torna-se cada vez mais materialista e egoísta. Sendo assim, o modelo atual da sociedade, muitas vezes, instiga o individualismo pautado na preocupação com o próprio sucesso e ego, o que reduz a ocorrência de atos empáticos e solidários. Diante disso, faz-se necessária a mudança desse pensamento enraizado no corpo social.

Ademais, cabe pontuar também a educação advinda de boa parte dos núcleos familiares como promotora do problema. Segundo o psicólogo Jean Piaget, a família possui um papel importante no processo cognitivo e no estímulo ao aprendizado das crianças. Sob essa lógica, percebe-se como a atuação dos pais possui relevância na criação de filhos mais respeitosos e preocupados com o próximo.

Portanto, é essencial nutrir o sentimento de empatia na população brasileira. Para isso, as escolas, em parceria com a família dos estudantes, devem incentivar o comportamento empático, a solidariedade, o respeito e a amizade no ambiente escolar, por meio de atividades pedagógicas, palestras, reuniões no contraturno e o reconhecimento das boas ações dos alunos. Tudo isso precisa ser feito com o intuito de modificar o pensamento individualista e formar futuros cidadãos marcados pela empatia.