ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/05/2021

A globalização potencializou as relações sociais com o advento da maior capacidade tecnológica. Todavia, o convívio e os relacionamentos adquiriram frieza e apatia no dia-a-dia, em razão da ausência de empatia com o outro. Com isso, as questões sociais tornaram-se problemáticas por progredir em uma globalização perversa e pela falta de alteridade com o próximo.

Em primeiro lugar, a perversidade das questões globais impedem o desenvolviemento da empatia. Nesse sentido, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que há uma globalização perversa que torna o meio menos solidário e envolvido com o próximo, além de torna frágil e superficial as relações pessoais da atualidade. Nesse aspecto, a evolução dessas perversidades atingem a sociedade, ocasionando os indivídous menos receptivos a novas ideias, a novas elos com outros e ao evolução pessoal, o que conduz a ausência de diferentes experiências que acrescente como ser humanos. Exemplo dessa apatia é a banalização das mortes pelo Covid-19 que tornou-se ‘’normal’’ e ocasiona ao desrespeito as medidas de proteção. Assim, é preciso alcançar esses laços com a sociedade de forma a recuperar a empatia do meio.

Em segundo lugar, a ausência de alteridade interfere no desenvolvimento da empatia das pessoas. Desse modo, Tzvetan Todorov, filósofo búlgaro, argumenta que é preciso se colocar no lugar do outro para poder compreendê-lo e entender sua situação, o que permite a progreção da empatia. Dessa forma, a falta dessa ideia de se ver no outro produz uma apatia social, o que dificulta o entendimento do outro indivíduos na sociedade, tornando o mais acessível a mazelas sociais, como violências, preconceitos, racismo e outros, sem que haja impacto no meio. Exemplo das consequências dessa apatia são os feminicídios que, de acordo com o mapa do ódio de 2018, abrange todos os estados brasileiros enquanto outros crimes, como de origem, abordam dois estados, o que exibe a falta de humanização com as mulheres. Logo, é preciso combater essa ausência de empatia com a alteridade.

Portanto, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria as redes sociais, deve realizar ações, como torna as relações pessoais mais fortes novamente, por meio de eventos virtuais, de forma aproximar pessoas de diferentes situações, para que assim haja o retorno da empatia e, por consequência, o respeito as medidas de isolação e a desbanalização do Coronavírus. Ademais, o Ministério da Cidadania, em parceria com Ministério da Educação, deve realizar ações, como o exercício da alteridade nas escolas, por meio de eventos que compartilhem histórias, de modo a criar elos entre os indivíduos, para que assim eles se coloquem na posição do outro, de forma a compreender a vida alheia e desenvolver a empatia.