ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/04/2021

Atualmente, no Brasil, apesar de existirem muitas pessoas empáticas e gentis, há, também, muitos casos de crime de ódio. Esses crimes - como o feminicídio e o racismo - são gerados pela falta de empatia e diminuem a qualidade de vida da população atingida. Nesse contexto, já que, segundo Amartya Sen, é dever do Estado garantir a qualidade de vida dos cidadãos, deve-se entender os danos causados pela falta de empatia e buscar formas de combatê-los.

Primeiramente, é necessário saber que a falta de empatia é o ponto de partida para diversos crimes. Para a Revista Pazes, por exemplo, a falta de empatia faz com que desumanizemos o outro. Dessa forma, abre-se caminho para a violência, o furto, a exploração econômica e etc. Logo, em uma sociedade menos empática, a qualidade de vida de alguns grupos diminui consideravelmente, visto que são violentados, furtados e explorados.

Ademais, no Brasil, o público que mais sofre com a falta de empatia é o feminino. Segundo o Mapa De Ódio de 2018, o feminicídio foi o único crime presente em todos os Estados do país, comprometendo a qualidade de vida das mulheres. Assim, por ser um grupo muito grande e o que mais sofre pela falta de empatia, deve-se buscar formas de combater os crimes praticados contra ele mais urgentemente.

Portanto, de modo a combater os danos causados pela falta de empatia nas relações sociais no Brasil, o Estado deve buscar medidas para inibir os crimes de ódio, caso contrário, a qualidade de vida de parte da populção estará comprometida. Isso pode ser feito por meio da implantação de penas mais rigorosas para os casos de crime de ódio contra as mulheres, por exemplo, visto que é o grupo que mais sofre. Enfim, os danos causados pela falta de empatia serão menores e a qualidade de vida do povo brasileiro estará mais garantida - como proposto por Amartya Sen -, caso os crimes de ódio diminuam.